Produção Científica IB 2014/2015
Já estão disponíveis os dados atualizados de produção científica do IB!
Os gráficos estão disponíveis neste link e contêm informações coletadas desde 2011. Os dados são angariados e tratados pelo Serviço de Biblioteca do instituto, e são publicados em parceria com a Seção de Informática e a GCQ.
Anfíbios da Mata Atlântica
Embora contaminadas por fungo letal, populações de anfíbios da Mata Atlântica estão estáveis, mostra trabalho que acaba de ser publicado
Observações sobre o declínio de populações de anfíbios vêm sendo acumuladas ao redor do mundo desde o final da década de 1980. Hoje se sabe que várias causas estão envolvidas nesses declínios, sendo a quitridiomicose – uma infecção pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis (chamado de Bd na literatura) – uma das causas mais frequentemente relatadas. Em algumas partes do mundo, como a América Central e a Austrália, epidemias desse fungo causaram o declínio e a extinção de populações em poucos anos. No Brasil, embora haja suspeitas de que alguns poucos declínios possam ter sido causados pelo fungo, ainda não existem casos comprovados. Trabalhos recentes mostraram que linhagens desse fungo ocorrem no Brasil desde pelo menos o final do século 19. Desse modo, talvez as espécies de anfíbios brasileiras tenham certa imunidade ao fungo.
No dia 10 de julho, foi publicado na revista americana Plos One o primeiro relato de estabilidade (ou seja, ausência de declínio) em populações de anfíbios contaminadas pelo fundo Bd, tendo como primeira autora a doutoranda Joice Ruggeri, da UFRJ. O trabalho envolveu duas abordagens para atingir seus objetivos, uma de campo e outra de laboratório.
Pesquisadores liderados pelo Prof. Marcio Martins, do Departamento de Ecologia do IB/USP, monitoraram, ao longo de 4 anos (2007 a 2011), populações de três espécies de anfíbios que vivem em riachos da região de Picinguaba, Ubatuba, no litoral norte do estado de São Paulo. Nesse período, as densidades dessas populações flutuaram apenas levemente, seguindo a tendência de variação da temperatura e da quantidade de chuvas, mas de forma diferente entre as espécies. A temperatura tendeu a aumentar e as chuvas, a diminuir no período. A abundância de uma das espécies teve uma relação direta com a temperatura (sua abundância aumentou levemente com o aumento da temperatura) ao passo que aquelas das outras duas espécies tiveram relação direta com a quantidade de chuvas (aumentaram levemente com o aumento das chuvas). Em agosto de 2007 (no meio da estação seca) e em fevereiro de 2008 (na estação chuvosa), os pesquisadores amostraram muco da pele de vários indivíduos dessas espécies e constataram que uma proporção relativamente alta dos indivíduos das três espécies estavam infectados por Bd em ambas as amostragens.
O aquecimento global e as mamangavas
Já não é de hoje que já são claros os sinais de que o aquecimento global anda exercendo no nosso planeta. E nem as abelhas do gênero Bombus sp. estão livres. Um estudo feito pela Science já declarou que a distribuição natural de abelhas já não é mais a mesma no mundo todo. Estima-se que a população de abelhas tenha caído 40% nos Estados Unidos e 50% na Europa nos últimos 25 anos. Um quarto das espécies está sob ameaça de extinção.
Em reportagem à Revista Época, a profª Dra. Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, do Departamento de Ecologia do IB/USP, comenta a publicação. "As mudanças climáticas vão afetar as abelhas, sim, especialmente a distribuição delas. É um problema grave. Esse trabalho vem num momento muito importante, porque tudo o que se fala sobre mudanças climáticas pode ajudar em um acordo de sustentabilidade pós-2015".
Arborização da Cidade Universitária
Você sabia que, antes de a USP ser a USP, a Cidade Universitária era uma grande fazenda que foi doada ao estado de São Paulo?
Conheça um pouco mais da história do Campus Armando Salles de Oliveira e seu processo de arborização, que passará por um plano diretor nos próximos anos. “Como era uma fazenda de café, muito da vegetação original foi tirada. As plantas que temos hoje foram trazidas e plantadas no contexto de uma arborização urbana. Os professores que começaram a trabalhar na USP na década de 70 são unânimes em dizer que a USP era muito pelada, que não tinha árvores. Então essas plantas que hoje a compõem foram plantadas efetivamente, sendo a maioria de flora nativa”, conta o professor Paulo Takeo Sano, do departamento de Botânica do IB.
Bolsas Fórmula Santander 2015
O Programa de Bolsas Fórmula Santander 2015 está com inscrições abertas até 11 de setembro. A iniciativa chega à sua 6ª edição com bolsas de estudos equivalentes a 5 mil euros a cada um dos 100 selecionados das 47 universidades participantes.
§ São 100 bolsas de estudo para alunos de graduação e pós-graduação para intercâmbio em uma das 1.200 universidades conveniadas em todo o mundo
§ As inscrições estão disponíveis até 11 de setembro de 2015 [aqui].
§ Os contemplados receberão as bolsas durante o Grande Prêmio Brasil, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
São Paulo, julho de 2015 – A 6ª edição do Programa de Bolsas Fórmula Santander está com inscrições abertas até 11 de setembro de 2015 para estudantes de graduação e de pós-graduação de 47 universidades brasileiras. A iniciativa promove o intercâmbio acadêmico e cultural, com objetivo de incrementar a formação dos universitários por meio de uma experiência fora do Brasil.