Estarão abertas, no período de 01 a 23/10/2015, as inscrições para a etapa de Estágio Supervisionado PAE referentes ao 1º sem/2016.
Poderão se inscrever alunos regularmente matriculados nos cursos de Pós-Graduação da USP que já tenham cumprido ou estejam cumprindo a Etapa de Preparação Pedagógica.
Alunos cuja data limite de depósito ocorrer durante o semestre pretendido estão impedidos de se inscrever.
O aluno deve entrar em contato com o supervisor pretendido para obter o plano de trabalho da disciplina. As disciplinas que receberão estagiários encontram-se disponíveis para consulta em http://www.ib.usp.br/cpg/index.php/pae/disciplinas.
Obs: o número de vagas de estágio NÃO está relacionado à quantidade de bolsas!
Atenção ao calendário:
01 a 23/10 - inscrições no Janus (PAE>Inscrição>1º semestre de 2016>Adicionar/Alterar)
01 a 30/10 - entrega de comprovante de ciclo de palestras na Secretaria
24 a 31/10 - manifestação dos orientadores no Janus (PAE>Avalização de Inscrição)
01 a 08/11 - avaliação dos supervisores (PAE>Avalização de Inscrição)
Em caso de dúvidas encaminhar e-mail para erikaspg@ib.usp.br
O programa Giro Cultural, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, está promovendo, no mês de outubro, o roteiro “A USP e a São Paulo Modernista”. O roteiro destaca a presença da USP em São Paulo e aponta aspectos históricos, culturais e arquitetônicos do modernismo na cidade.
O passeio é gratuito e acontece aos sábados, nos dias 17, 24 e 31 de outubro, a partir das 10h, com saída e chegada na estação Alto do Ipiranga do Metrô. A duração do passeio é de quatro horas.
O roteiro é uma oportunidade para que a população conheça o patrimônio histórico e cultural da USP, com pontos de parada em quatro órgãos da Universidade: o Museu Paulista e o Museu de Zoologia, no bairro do Ipiranga; o prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), na Rua Maranhão, no bairro de Higienópolis, um casarão art nouveau do início do século XX que pertenceu à família Penteado, e o Museu de Arte Contemporânea da USP, no Parque Ibirapuera.
O percurso é feito de ônibus, que passa também pelos casarões da Rua Bom Pastor, no Ipiranga, e pelo centro da cidade, onde os visitantes podem observar algumas edificações modernistas, como os edifícios Montreal (1954), Eiffel (1956), Itália e Copan (1966), projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Uma equipe de mediadores, composta por historiadores, artistas plásticos e arquitetos, acompanha todo roteiro, que procura oferecer aos visitantes um olhar distinto sobre a implantação do modernismo na cidade, em suas múltiplas dimensões (arquitetônica, urbanística, econômica, sociocultural e política), evidenciando a passagem do século XIX até o ápice da consolidação do projeto modernista na cidade de São Paulo, nos anos 1950.
As inscrições para o passeio podem ser feitas on-line.
(Assessoria de Imprensa da USP - 11 3091-3300 / 11 3091-3220)
Transição catastrófica na Cantareira: autores respondem a críticas de Jerson Kelman, presidente da SABESP
Tomamos conhecimento do comentário de Jerson Kelman a respeito de nosso artigo que demonstra transição catastrófica no sistema Cantareira, recentemente publicado na revista científica PLoS ONE (http://bit.ly/1OcPtMw).
Nós consideramos bem vinda a discussão de nossos resultados, tanto no âmbito científico, quanto no das suas consequências para políticas públicas. Teríamos, no entanto, apreciado um maior rigor argumentativo por parte de Jerson Kelman.
Nossa resposta em termos técnicos está publicada na mesma área de comentários onde Kelman se manifestou (http://bit.ly/1MNlzOU). Acreditamos ser lá o melhor local para uma discussão científica. Demonstramos que as críticas não se sustentam por ignorar resultados cruciais que apresentamos, ou por falta de familiaridade com o estado-da-arte em modelagem estatística por parte de quem as formulou.
A insistência, por parte de Kelman, em atribuir a crise hídrica atual a um evento hidrológico raro em nada ajuda a sua compreensão e corresponde a ver a crise como fruto apenas de má fortuna. O que nós mostramos é que tal evento é reflexo de uma transição crítica decorrente de um processo dinâmico. Isto é um passo fundamental se quisermos estar preparados para situações semelhantes no futuro e representa um avanço em relação a colocar-se à mercê do acaso.
A queda de um avião é um evento raro, e ninguém pensa em não investigar as suas razões. Uma súbita doença também é um evento raro na vida de uma pessoa, mas o esforço em compreender as causas das enfermidades que pareciam fortuitas possibilitou que muitas já não mais ameacem nossas vidas. Raridade não implica em inevitabilidade nem deve ser desculpa para inação.
Nosso trabalho visa, entre outras coisas, contribuir para a construção de conhecimento que gere melhores procedimentos de gerenciamento. Para tanto, é necessária uma atitude colaborativa, de discussão de espírito aberto envolvendo visões complementares.
Renato Mendes Coutinho, IFT-UNESP, renatomc@ift.unesp.br
Roberto André Kraenkel, IFT-UNESP, kraenkel@ift.unesp.br
Paulo Inácio Prado, IB-USP, prado@ib.usp.br
Transição catastrófica na Cantareira: autores respondem a críticas de Jerson Kelman, presidente da SABESP
Tomamos conhecimento do comentário de Jerson Kelman a respeito de nosso artigo que demonstra transição catastrófica no sistema Cantareira, recentemente publicado na revista científica PLoS ONE (http://bit.ly/1OcPtMw).
Nós consideramos bem vinda a discussão de nossos resultados, tanto no âmbito científico, quanto no das suas consequências para políticas públicas. Teríamos, no entanto, apreciado um maior rigor argumentativo por parte de Jerson Kelman.
Nossa resposta em termos técnicos está publicada na mesma área de comentários onde Kelman se manifestou (http://bit.ly/1MNlzOU). Acreditamos ser lá o melhor local para uma discussão científica. Demonstramos que as críticas não se sustentam por ignorar resultados cruciais que apresentamos, ou por falta de familiaridade com o estado-da-arte em modelagem estatística por parte de quem as formulou.
A insistência, por parte de Kelman, em atribuir a crise hídrica atual a um evento hidrológico raro em nada ajuda a sua compreensão e corresponde a ver a crise como fruto apenas de má fortuna. O que nós mostramos é que tal evento é reflexo de uma transição crítica decorrente de um processo dinâmico. Isto é um passo fundamental se quisermos estar preparados para situações semelhantes no futuro e representa um avanço em relação a colocar-se à mercê do acaso.
A queda de um avião é um evento raro, e ninguém pensa em não investigar as suas razões. Uma súbita doença também é um evento raro na vida de uma pessoa, mas o esforço em compreender as causas das enfermidades que pareciam fortuitas possibilitou que muitas já não mais ameacem nossas vidas. Raridade não implica em inevitabilidade nem deve ser desculpa para inação.
Nosso trabalho visa, entre outras coisas, contribuir para a construção de conhecimento que gere melhores procedimentos de gerenciamento. Para tanto, é necessária uma atitude colaborativa, de discussão de espírito aberto envolvendo visões complementares.
Renato Mendes Coutinho, IFT-UNESP, renatomc@ift.unesp.br
Roberto André Kraenkel, IFT-UNESP, kraenkel@ift.unesp.br
Paulo Inácio Prado, IB-USP, prado@ib.usp.br
O homem e as extinções do Pleistoceno
No final do período conhecido como Pleistoceno, há pouco mais de 10 mil anos atrás, mais de uma centena de espécies de grandes mamíferos (megafauna), incluindo mamutes, preguiças-gigantes e tigres dentes-de-sabre, foram extintos ao redor do mundo. A principal exceção é o continente africano, onde grandes mamíferos ainda são relativamente comuns. Essas extinções coincidem com flutuações climáticas intensas e com a expansão das populações humanas e por esse motivo a maioria dos estudos sobre as extinções da megafauna do Pleistoceno teve como foco o efeito de mudanças climáticas e do homem. Todavia, a forma como os efeitos de perturbações se propagam em comunidades ecológicas depende da composição de espécies e da forma com que essas espécies interagem.
Em artigo publicado na Revista Proceedings of the Royal Society B, o pós-doc Dr. Mathias Pires, do Departamento de Ecologia do IB/USP, em parceria com pesquisadores da UNICAMP, University of California (EUA) e Universidad de la Republica (Uruguai), contam que nesse estudo foram utilizadas paleontologia, ecologia e modelagem matemática para investigar se diferenças entre as comunidades do passado e do presente ajudam a entender porque a megafauna se extinguiu nas Américas, mas persistiu na África. Reconstruindo redes de interações entre espécies, foi mostrado que redes do Pleistoceno e da África atual estariam organizadas de forma similar. No entanto, simulando a inserção do homem como um novo predador nessas comunidades, vê-se que a resposta das comunidades do passado seria comparativamente maior. A chegada do homem aumentaria a probabilidade de dinâmica instável, favorecendo cascatas de extinções em comunidades sob efeito de perturbações que poderiam incluir mudanças no clima, na vegetação ou outros efeitos diretos e indiretos de atividades humanas. A reconstrução e estudo das comunidades do passado mostra que aspectos básicos das comunidades ecológicas podem ter tido um papel importante em eventos de extinção do passado. Além disso, conhecer essas propriedades no nível das comunidades ecológicas e sua consequência para a dinâmica pode ser essencial para entendermos extinções do passado e do futuro.