Amazon rainforest sponge found to have bioactive molecules
Veja artigo recente do grupo coordenado pelo Prof. Márcio Reis Custódio do departamento de Fisiologia do IB/USP com esponjas da Amazônia.
Segundo o professor, o trabalho - que recebeu um "highlight" no volume do JMBA (Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom) - "foi feito mais como uma prova de conceito, partindo de alguns pontos já conhecidos.
É sabido que determinados antibióticos interferem com o sistema imune. Sabemos também que esponjas são uma boa fonte de substâncias antibióticas, muitos delas produzidas pela sua microbiota associada. Sendo assim, neste trabalho nós isolamos cepas bacterianas associadas a uma esponja amazônica e destas cepas selecionamos uma (um Bacillus) que mostrava maior atividade antibiótica. Os extratos da cultura desse Bacillus foram então testados e revelaram duas moléculas que mostraram uma atividade semelhante a ciclosporina. O trabalho ainda é bastante preliminar, e falta caracterizar melhor estes compostos e seu modo de ação, além de identificar o micro organismo responsável pela sua produção. Dois pontos são de interesse especial. Um é o fato de que extratos de esponjas em geral sempre mostram alguma atividade antibiótica, e estes extratos poderiam ser testados também para detectar compostos imunossupressores. O segundo é que se trata de um micro organismo associado a uma esponja da região amazônica, o que reforça a ideia do potencial biotecnológico da região e a necessidade de mais estudos. Embora esponjas sejam abundantes em determinadas regiões, são ainda pouco investigadas."
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