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concurso2301º Concurso Artístico - DNA e Herança biológica

Público Alvo: alunos do ensino médio e EJA, regularmente matriculados em instituições de ensino da rede pública ou particular do estado de São Paulo.

Data Final da Inscrição: 31.07.16

Tema: O DNA é a molécula que liga as diferentes gerações de uma família. O Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco convidou Alex Senna, autor de outros belos murais e grafites, a representar essa idéia. O vídeo "Herança" mostra o trabalho do artista na elaboração do mural em seetembro de 2015. E você estudante, como representaria essa idéia? E você professor, como incentivaria seus alunos a realizarem essa reflexão?

homenagemHomenagem a Leopoldo Magno Coutinho

Leopoldo Magno Coutinho: um nome internacionalmente reconhecido na Ecologia de Ecossistemas, um conhecedor profundo dos biomas brasileiros – especialmente o Cerrado, sua grande paixão –, um professor que encantava as plateias, um pesquisador meticuloso e determinado em desvendar os mistérios da natureza, um mestre que transmitia com enorme entusiasmo seus conhecimentos aos discípulos. Estas são parte das virtudes desse grande cientista, que muita contribuição trouxe ao conhecimento da Botânica e da Ecologia, destacando-se em seu pioneirismo.
Graduou-se na Universidade de São Paulo, em 1956, a mesma universidade onde desenvolveria sua carreira científica. Já em 1957, iniciou a docência no curso de Ciências Biológicas, ministrando aulas de Fisiologia Vegetal, pelo Departamento de Botânica. Também nesse tema iniciou suas pesquisas, tendo desenvolvido o primeiro trabalho brasileiro em plantas com o uso de técnicas de microscopia eletrônica. Estudou o balanço hídrico de várias espécies e foi o primeiro a demonstrar a existência de plantas epífitas adaptadas ao estresse hídrico na floresta tropical pluvial, bem como a ocorrência do metabolismo CAM nas famílias Bromeliaceae e Orchidaceae . Desvendando a ecologia da mata pluvial tropical Atlântica, obteve o título de Doutor e os resultados de seus estudos foram incluídos num dos melhores livros de Ecologia Vegetal da época (Vegetationszonen und Klima, de Heinrich Walter). De autoria própria, publicou Botânica, destinado ao ensino médio, livro que teve diversas reimpressões.
Em suas pesquisas, sempre teve a curiosidade de entender a relação das plantas – através de mecanismos fisiológicos – com o meio ambiente em que viviam e com os outros organismos ao seu redor. Deu início à ecologia experimental em campo, ao verificar, por meio de queimadas controladas realizadas em Pirassununga, os efeitos do fogo em plantas do Cerrado. Foi, portanto, também pioneiro e grande entusiasta dos estudos em Ecologia – uma ciência ainda jovem, na qual vislumbrava grande importância num futuro próximo.
Em 1964, criou a primeira disciplina em ecologia na USP – Ecologia Vegetal –, conhecida como uma das melhores da grade curricular do curso de Ciências Biológicas. A disciplina tinha grande carga de aulas práticas e incluía excursões aos principais tipos de ecossistemas do estado de São Paulo.
Na década de 1970, juntamente com colegas de outros departamentos, empenhou-se na formação de um novo departamento, dedicado à Ecologia. Em 1976 esse sonho se concretiza, com a criação do novo departamento do Instituto de Biociências da USP, do qual Leopoldo Coutinho foi chefe entre 1982 e 1987. Também participou da criação do Departamento de Ecologia na UNESP, em Rio Claro, acumulando atividades nas duas universidades entre os anos de 1976 e 1980.
Atuou no Departamento de Ecologia até 1987, quando se aposentou. Entretanto, continuou participando da vida acadêmica, ministrando cursos de pós-graduação, palestras, co-orientando pós-graduandos e escrevendo artigos de divulgação. Dentre sua obra destaca-se a grande quantidade de pesquisas que desenvolveu sobre o Cerrado, especialmente sua relação com o fogo, o que o faz ser reconhecido internacionalmente como o maior conhecedor da ecologia desse bioma. Sua última obra é um livro sobre os biomas brasileiros, que se encontra em fase de edição e que trará uma nova abordagem sobre o assunto.
Leopoldo Magno Coutinho nos deixa o exemplo de um pesquisador brilhante e incansável, que sempre contemplava a natureza ao seu redor com um olhar curioso e questionador; um mestre exigente e dedicado, uma pessoa que viveu plenamente, desfrutando da vida em suas múltiplas facetas

capav15f1Como podemos melhorar a forma com que a ciência é comunicada?
Os textos do novo volume da Revista da Biologia podem iluminar o caminho de jornalistas e cientistas que se aventuram na divulgação científica. Acesse o novo volume.

exalunaErika Cecon recebe prêmio da Fundação Philippe Chatrier na França

Erika Cecon, pós-doutoranda da equipe "Functional Pharmacology and Pathophysiology of Membrane Receptors", dirigida pelo Dr. Ralf Jockers no Instituto Cochin (Paris, França),
recebeu o prêmio da Fundação Philippe Chatrier, destinado a jovens pesquisadores trabalhando na área de pesquisa sobre a doença de Alzheimer.

A premiação ocorreu no último dia 20 de janeiro de 2016, em Paris, durante a Cerimônia de Entrega de Prêmios Medicais da “Fondation de France”.

A pesquisa iniciada ainda durante a tese de doutorado de Erika Cecon, realizada no Instituto de Biociências da USP, sob orientação da Prof. Dra. Regina P. Markus,
mostrou que o peptídeo beta-amiloide afeta a função dos receptores de melatonina, hormônio que regula o ciclo de sono/vigília e que tem papel protetor sobre as células neuronais.

O projeto visa avaliar o envolvimento de receptores hormonais nos efeitos do peptídeo beta-amiloide. Consiste em elucidar “o papel dos receptores de membrana na doença de Alzheimer”:
doença neurodegenerativa caracterizada pela presença de placas senis formadas por agregados do peptídeo beta-amiloide. Este peptídeo é o responsável pela morte neuronal e pela perda
de memória observada nos pacientes com a doença, mas os mecanismos de ação pelos quais ele atua ainda são pouco conhecidos. O projeto busca ainda verificar se a presença de mutações
genéticas nos receptores de melatonina representa um fator de risco à doença de Alzheimer, bem como se outros receptores hormonais são afetados pelo peptídeo beta-amiloide.
A compreensão destes mecanismos é essencial para o desenvolvimento de futuros medicamentos para tratar pacientes com o Alzheimer.

farmaceuticaPara a cientista, a indústria farmacêutica não é para fracos

Veja artigo publicado no Estadão, de autoria da Profa. Lygia da Veiga Pereira Carramaschi do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB/USP, sobre o longo percurso para que um um remédio chegue ao mercado.

Segundo a professora, o desenvolvimento de um novo medicamento compreende diversos passos. Ao final, depois de longo percurso que começou com milhões de compostos e passou por testes em animais e avaliação das agências reguladoras, um ou dois estarão aptos para início dos testes em seres humanos e então ter comprovada a sua eficácia. "Se tudo der certo, 10, 15 anos e US$ 2 bilhões depois, teremos um novo medicamento no mercado." O que não significa um final feliz para sempre, pois estamos sujeitos após anos à descoberta de efeitos colaterais negativos não manifestados durante os testes clínicos.

"Sim, todos queremos viver mais, e damos graças a Deus pelos antibióticos, vacinas, medicamentos vários, que cuidam desde uma gripe (que já matou milhões de pessoas em outros tempos) até um câncer. Saibam que, além de Deus, devemos dar graças aos
cientistas, seus financiadores, aos animais, às agencias reguladoras, e graças especiais aos corajosos voluntários para termos todo esse bem-estar."

"É, minha gente, essa indústria não é para fracos!"