BASES ECOLÓGICAS  PARA O MANEJO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

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Introdução

Técnicas de manejo

Diferenças entre ecossistemas

Situações de manejo

Reservas Criadas em Ilhas

Inventários e Monitoramento

Populações humanas e a conservação

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Introdução

Nos últimos séculos houve uma enorme redução da biodiversidade do planeta em função da exploração humana, reduzindo muitos biomas a pequenas manchas isoladas em meio a paisagens alteradas.

Uma das formas encontradas para proteger os remanescentes naturais foi a criação de unidades de conservação. Essas unidades são criadas com diferentes objetivos específicos.

A União internacional para a Conservação da Natureza (UICN) criou um sistema de classificação de acordo com os objetivos da reserva e as formas de uso permitido. De acordo com este sistema as reservas são classificadas como áreas protegidas ou como áreas manejadas.

No Brasil, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação divide as unidades em duas principais categorias:

- Unidades de proteção integral: possuem o objetivo de preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais. Podem haver exceções para alguns casos previstos na lei. As unidades de proteção integral são divididas nas seguintes categorias:

- Estação Ecológica

- Reserva Biológica

- Parque Nacional

- Monumento Natural

- Refúgio de Vida Silvestre

- Unidades de uso sustentável: possuem o objetivo de compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais. Essas unidades são divididas nas seguintes categorias:

- Área de Proteção Ambiental

- Área de Relevante Interesse Ecológico

- Floresta Nacional

- Reserva Extrativista

- Reserva de Fauna

- Reserva de Desenvolvimento Sustentável

- Reserva Particular do Patrimônio Natural

A maior parte das reservas é pequena, está isolada ou sob forte influência antrópica para que seus processos ecossistêmicos sejam mantidos. Diante desta situação, para que seja atingida a manutenção da diversidade presente em uma reserva muitas vezes é necessário realizar o manejo da mesma.

 

Técnicas de manejo

As técnicas de manejo podem ser ativas ou passivas.

Nas técnicas de manejo ativo o homem interfere diretamente em alguns processos para que a reserva atinja seus objetivos.

O manejo passivo ocorre quando o homem não interfere diretamente nos processos presentes no interior da reserva, deixando que ocorram da maneira mais natural possível.

O manejo de um ecossistema é uma tarefa que exige elevado conhecimento técnico e muita responsabilidade. Esta situação muitas vezes leva a decisão de não manejar as reservas, alegando que a natureza sempre se adapta e encontra uma maneira de retornar ao equilíbrio.

A decisão de não interferir no ecossistema pode parecer a alternativa mais fácil e barata a ser seguida, mas é preciso ter consciência de que não adotar uma técnica de manejo ativa também é uma forma de manejo e deve ser definida de maneira responsável e após muitos estudos.

A forma de manejo mais adequada a ser adotada para uma reserva vai depender de vários fatores, entre eles, os objetivos para os quais a reserva foi criada, os tipos de ecossistemas que estão presentes, o nível de conhecimento sobre os processos que ocorrem em seu interior, os problemas presentes e os recursos humanos e financeiros disponíveis para o manejo.

 

Diferenças entre ecossistemas

Alguns ecossistemas são mais dinâmicos do que outros como, por exemplo, as florestas tropicais úmidas que apresentam vegetação arbórea de grande porte e ciclo de vida longo. Muitas vezes essas formações são consideradas florestas maduras, que atingiram o equilíbrio. Por outro lado, os cerrados e as savanas são ecossistemas que apresentam uma estrutura mais dinâmica e controlada pelo fogo, clima, uso animal e antrópico.

Portanto, o manejo de uma Unidade de conservação que tem como objetivo proteger as florestas tropicais deve ser diferente de uma reserva que visa proteger as fisionomias de cerrado em que deve ser permitido a ocorrência de fogo e até mesmo o pastejo de animais.

Na maior parte dos casos é necessário adotar um manejo ativo para se atingir o objetivo da reserva pois em nenhuma situação existe um “ambiente estável”. Mesmo nas grandes áreas de florestas tropicais não perturbadas existe uma dinâmica de processos de sucessão formando um mosaico de vegetação.

Todas áreas estão em constante mudança, tanto pelo processo de recolonização de clareiras quanto pela chegada de novas espécies trazidas por animais e pelo vento. O processo de extinções locais causadas por doenças ou outros fatores ecológicos também faz com que as áreas estejam em constante mudança.

Esta constante mudança pode levar a perda de características que se deseja preservar em determinada unidade de conservação, sendo necessária alguma forma de manejo para garantir seus objetivos.

Porém, interferir em processos ecológicos é algo complicado pois esses processos possuem complexas inter-relações. Quando essas relações são modificadas podem gerar desequilíbrios ecológicos com conseqüências imprevisíveis.

Muitas vezes um manejo ativo mal realizado é pior do que não interferir nos processos de uma reserva.

 

Situações que exigem manejo

Os responsáveis pela administração de unidades de conservação lidam com diferentes situações que variam de acordo com o objetivo de criação e com os problemas presentes em sua reserva.

As seguintes situações são freqüentes em muitas unidades de conservação do mundo: 

- Manejo de animais raros e ameaçados

- Manejo de populações super abundantes

- Animais problemas provenientes de áreas protegidas

- Restauração da vegetação

- Manutenção da diversidade genética

 

Reservas criadas em Ilhas

Ilhas apresentam vantagens no caso de se tornarem reservas, entre elas estão o fato de possuírem limites bem definidos, apresentarem um equilíbrio entre seu tamanho e o número de espécies presentes, são menos suscetíveis a ocupação humana e são unidades ecológicas relativamente independentes.

Porém, também existem várias desvantagens como o fato das ilhas não suportarem o mesmo número de espécies de uma reserva continental próxima e de mesmo tamanho, apresentarem uma substituição de espécies muito rápida podendo perder, de maneira natural, as espécies para as quais a reserva foi criada, além de serem muito sensíveis a desequilíbrios ecológicos causados por espécies exóticas.

Pequenas ilhas ou grandes ilhas isoladas apresentam elevado número de espécies endêmicas raras e formas primitivas ou arcaicas que evoluíram em um ambiente com reduzida competição e geralmente predadores de pequeno porte ou ausência dos mesmos. A introdução de espécies exóticas nestas circunstâncias pode ser catastrófica pois geralmente possuirão vantagens competitivas sobre as espécies nativas podendo extinguí-las por competição ou por exploração excessiva.

De uma maneira geral, o manejo de ilhas é relativamente simples, possuindo algumas diretrizes gerais que já foram aplicadas para o Parque Nacional de Galápagos.

 

Inventários e Monitoramento

O gerente de uma reserva procura responder duas questões sobre as espécies da reserva:

-Quais as comunidades que ocorrem dentro da reserva, em que locais e em qual quantidade?

-Quais as tendências populacionais ao longo do tempo?

Para responder a primeira pergunta é necessário realizar um inventário da reserva. Para isso existem métodos de amostragem de fauna e flora.

Elaborar o inventário de todos indivíduos e até mesmo de todas as espécies é uma tarefa impossível de ser realizada. Para driblar essa dificuldades devem ser escolhidas espécies mais significativas como espécies dominantes, espécies ameaçadas ou espécies ecologicamente importantes, também conhecidas como espécies-chave.

Estes levantamentos realizados em campo, unidos ao mapeamento por fotografias aéreas pode traçar um perfil dos tipos de habitats presentes na reserva bem como a distribuição geográfica destas espécies.

A segunda pergunta pode ser respondida através do monitoramento de espécies de maior interesse. O monitoramento é realizado por levantamentos periódicos de campo em que são anotados dados como número, idade, sexo e localização dos indivíduos.

A partir destes dados é possível saber se uma população está em crescimento ou não. Através do monitoramento das espécies na reserva é possível identificar problemas antes que se tornem irremediáveis como por exemplo a extinção de algumas espécies.

Quando se tem conhecimento da dinâmica das espécies e do funcionamento dos processos dentro da reserva é possível manejá-la de maneira mais segura para atingir seus objetivos.

 

Populações humanas como determinantes para a conservação

Um fator importante que deve ser levado em conta no manejo de unidades de conservação é a população presente nas áreas de entorno da reserva.

A população vizinha às áreas da reserva deve ter condições adequadas de sobrevivência como acesso a alimentos, educação, trabalho e atendimento de saúde. Caso contrário as pessoas irão buscar formas de sustento através da exploração dos recursos naturais da reserva.

Mesmo uma fiscalização eficiente não é capaz de garantir a manutenção da reserva caso a população não compreenda sua importância e não tenha outra alternativa à exploração dos recursos naturais.

Um trabalho de educação ambiental aliado ao emprego de mão-de-obra local para o funcionamento da reserva são algumas medidas que auxiliam na redução de conflitos com a população além de atuar como fonte de renda para muitos moradores.

Hoje em dia sugere-se a criação de zonas de amortecimento ao redor de reservas. Zonas de amortecimento são áreas de uso controlado que permitem a realização de atividades que não estejam em desacordo com os objetivos da reserva.

As zonas de amortecimento podem atuar como uma compensação, para a população local, à perda de acesso à área protegida. Nestas áreas a população pode utilizar os recursos naturais de maneira não destrutiva como, por exemplo, coleta de frutos para alimentação, lazer, acesso a recursos hídricos e em alguns casos são permitidos o cultivo de algumas espécies.

Outra função das zonas de amortecimento é reduzir o impacto das atividades humanas sobre as áreas protegidas bem como atuar como uma extensão do habitat para diversas espécies de animais.