Cronograma

Responsive image

Atividades de Divulgação Científica

Atividades sem necessidade de inscrição online, com caráter de divulgação científica, ministradas por alunos de graduação do Instituto de Biociências (IB/USP), pertencente à entidades de extensão acadêmica.

Ministrante: Estação Biologia Site

Oferecimento: Quinta-feira, das 14h00 às 16h00


O objetivo da atividade é realizar uma transposição didática. Dividiremos os participantes em grupos - o primeiro para Educação Infantil, o segundo para Ensino Fundamental I, o terceiro Fundamental II e o último para o Médio - e daremos um tema geral para que os quatro grupos pensem em uma atividade didática sobre isso de acordo com o seu público-alvo. Os grupos apresentarão as atividades desenvolvidas e encerraremos a atividade com uma introdução sobre a Estação Biologia, mostramos o que fazemos e como desenvolvemos nossas atividades.

Número estimado de participantes: 24 (inscrição na secretaria do evento a partir da 13h00 do dia da atividade)

Ministrante: Estação Biologia Site

Oferecimento: Sexta-feira, das 14h00 às 17h00


Esta atividade irá abordar a diversidade de diversos organismos ao longo da Evolução. Para tanto, serão utilizados diversos materiais que estarão em exposição, tais como esqueletos, bichos-pau e vidrarias com diversos animais.

Número estimado de participantes: indefinido

Ministrante: Cambio Site

Oferecimento: Terça e Quinta-feira, das 14h00 às 16h00


A atividade possui como objetivo promover um maior contato da população do meio urbano com a natureza através do cultivo de vegetais alimentícios em hortas verticais feitas com garrafas PET. Essa forma de cultivo, além de prática e viável em todos os ambientes, inclusive imóveis em centros com urbanização intensa, também promove a reutilização de materiais descartáveis - no caso, garrafas de plástico. Primeiramente, contextualizaremos a atividade aos participantes. Em seguida, explicaremos a eles os cuidados gerais de uma horta vertical, e os cuidados específicos requeridos pelas espécies que serão cultivadas por eles. Então, partiremos para a atividade em si, que é a montagem da horta.

Número estimado de participantes: 30 por dia (inscrição na secretaria do evento a partir da 13h00 do dia da atividade)

Ministrante: Cambio Site

Oferecimento: Sexta-feira, a partir das 14h00


A atividade visa promover o conhecimento, tirar dúvidas a respeito e compartilhar vivências sobre os estilos de vida vegetariano e vegano. Vegetarianos e veganos compartilharão suas vivências: quando, como, e por que adotaram tais dietas; além de comentar sobre as dificuldades no meio do caminho. O foco será desmistificar alguns boatos acerca do não consumo de carne e/ou quaisquer produtos de origem animal, embasando-se não apenas em experiências pessoais como também em estudos científicos.

Número estimado de participantes: indefinido

Ministrante: Coletivo BioDiversidade Facebook

Oferecimento: Quarta-feira, a partir das 14h00


A atividade envolve bonecos que representam cada letra da sigla LGBT e pediremos que es participantes escrevam nos mesmos o que pensam sobre essas pessoas, de acordo com cada letra da sigla. A partir disso, iremos questionar sobre o que foi escrito a fim de tentarmos discutir e desconstruir pensamentos preconceituosos sobre o assunto, caso existam.

Número estimado de participantes: indefinido

Ministrante: Coletivo BioDiversidade Facebook

Oferecimento: Segunda-feira, a partir das 14h00


A atividade envolverá a divisão des participantes em grupos e será pedido que cada um deles escreva/desenhe em papel as características que forem descritas pelos ministrantes (características estas que serão relacionadas à aparência, gênero, sexo biológico e expressão de gênero da personagem). A conversa subsequente vem com o objetivo de discutir expressões de gênero entre todos e como isso é colocado na sociedade.

Número estimado de participantes: indefinido

Cursos

Ministrante: Marina Milanello do Amaral Lattes

Oferecimento: Quarta, quinta e sexta-feira, das 8h00 ao 12h00


A Botânica Forense aplica-se ao uso de materiais vegetais na resolução de crimes, bem como de outras questões legais. Sua aceitação como prova cresce à medida que são divulgados os conhecimentos científicos da área. Nosso cotidiano “permeado” pelos vegetais, seja in natura ou processados. Apesar da evidente presença nos ambientes externos, os produtos vegetais passam muitas vezes despercebidos no interior das casas, em objetos, no vestuário, e até no interior de nossos órgãos. Consequentemente, vestígios botânicos podem ser facilmente encontrados em todos os locais de crime. Mesmo que um hábil criminoso possua conhecimentos técnicos para destruir ou ocultar alguns vestígios que o apontem como autor, é praticamente impossível que ele consiga manipular ou anular os inúmeros vestígios macro e microscópicos das plantas. Qualquer parte de uma planta pode se tornar uma evidência, desde um galho fragmentado até células vegetais presentes no conteúdo estomacal. Tamanho potencial auxilia os peritos criminais em determinar a origem das peças, época do ano em que ocorreu o crime, se uma morte ocorreu devido à acidente, suicídio ou homicídio, se o local onde estava o cadáver é primário ou secundário, isto é, se a vítima se imobilizou no mesmo local onde ocorreu o crime ou se foi transportada para outro local após o crime, estimar tempo de sepultamento de um cadáver, sua última refeição, dentre outros. O curso introdutório abrangerá os temas Botânica e Palinologia Forense em exercícios teórico-práticos e debates.

Ministrante: Fernando Ribeiro Gomes (IB-USP) Lattes

Oferecimento: Quarta, quinta e sexta-feira, das 8h00 ao 12h00


O estudo das adaptações envolve o entendimento da evolução integrada de múltiplas características fenotípicas, em variados níveis de organização biológica. Características complexas, como o desempenho em nível de organismo e o comportamento, são compostas por numerosos caracteres subordinados e organizados de forma hierárquica e intrincada. A Fisiologia Evolutiva, ramo da Fisiologia Comparada, tem por objetivo investigar os mecanismos evolutivos subjacentes à diversificação dos mecanismos fisiológicos, bem como os padrões históricos desta diversificação. Desta forma, um dos principais desafios metodológicos para a Fisiologia Evolutiva é o estabelecimento de um modelo de estudo das inter-relações entre características nos diferentes níveis do fenótipo, e como estas se relacionam com seleção natural e adaptação. Em 1983, Stephan Arnold forneceu um modelo teórico sobre as relações entre variação individual em caracteres morfológicos, desempenho e valor adaptativo. O chamado “paradigma de desempenho” de Arnold (1983) assume que a variação em caracteres morfológicos, fisiológicos e bioquímicos, que constituem os níveis mais baixos da organização hierárquica do fenótipo, determina a variação da capacidade de desempenho ecologicamente relevante do organismo. Por sua vez, a medida do desempenho em nível de organismo deveria estar correlacionada com o valor adaptativo (Arnold, 1983). Desta forma, uma cadeia direta entre a variação em caracteres morfológicos e o valor adaptativo deveria passar, impreterivelmente, pelo elo central, representado pelo desempenho. O paradigma do desempenho tornou-se central no desenvolvimento da Fisiologia Evolutiva, representando um arcabouço a partir do qual grande parte do conhecimento nesta área foi gerado e organizado. Serão abordados neste curso, o histórico e relevância da fisiologia evolutiva como área de conhecimento, o conceito de adaptação e sua aplicabilidade no estudo da evolução de caracteres fisiológicos e comportamentais, o método comparativo e experimentos de seleção como ferramentas para testar hipóteses a respeito dos padrões históricos da evolução dos caracteres, bem como os estudos sobre as bases funcionais dos compromissos evolutivos.

Ministrante: Daniella Pereira Fagundes de França Lattes

Oferecimento: Segunda, terça e quarta, das 13h30 às 17h30


Vamos entrar no mundo maravilhoso dos répteis brasileiros, aprendendo sobre seu comportamento, hábitos alimentares, distribuição geográfica, hábitos alimentares, evolução e classificação, mergulhando, principalmente, na curiosa biologia das serpentes e suas particularidades. Além disso, teremos tópicos sobre o histórico do estudo de serpentes no Brasil e sobre mitos e lendas sobre esses “seres mágicos” ao longo da história da humanidade! Também serão compartilhados conhecimentos sobre trabalho de campo (cuidados em campo, métodos de amostragem de répteis) e ofidismo no Brasil.

Ministrante: SIlvia Cristina Ribeiro de Souza (IB/USP) Lattes

Ministrante: Gisele Akemi Oda (IB/USP) Lattes

Ministrante: José Eduardo de Carvalho (UNIFESP-Diadema) Lattes

Oferecimento: Quarta, quinta e sexta-feira, das 8h00 ao 12h00


O curso apresentará os conceitos relacionados à importância das mudanças sazonais nos estudos sobre o metabolismo energético e a termorregulação em animais endotermos e ectotermos, com ênfase nos fatores ambientais e temporais que influenciam tais processos fisiológicos. Serão apresentados modelos de hibernação e estivação como formas de estudo sobre os modos de vida dos animais e os padrões de mudança sazonal.

Ministrante: Flávia Saldanha-Corrêa (IO/USP) Lattes

Oferecimento: Quarta, quinta e sexta-feira, das 8h00 ao 12h00


O curso oferecerá uma noção básica sobre a composição, distribuição e abundância do fitoplâncton marinho nos diferentes compartimentos oceânicos, enfocando aspectos ecológicos e dinâmicos. Temas bastante atuais como as aplicações biotecnológicas das microalgas como fonte de energia e bioprodutos e os serviços ambientais por elas prestados serão apresentados e discutidos.

Ministrante: Rodrigo Cogni (IB/USP) Lattes

Oferecimento: Segunda, terça e quarta-feira, das 13h30 às 17h30


Esse curso irá abordar como ferramentas modernas de biologia molecular e genômica tem sido usadas para investigar questões fundamentais em ecologia e evolução. Serão abordados conceitos básicos em mecanismos evolutivos e ecologia. Discutiremos abordagens moleculares em estudos de diferenciação entre populações, caracteres fenotípicos importantes, filogeografia, comportamento e conservação.

Ministrante: Lattes

Oferecimento: Segunda, terça e quarta-feira, das 13h30 às 17h30


Ministrante: Adriana Bastos Carvalho (UFRJ) Lattes

Oferecimento: Quarta, quinta e sexta-feira, das 8h00 ao 12h00


Nesse curso, abordaremos desde os conceitos mais básicos sobre as células-tronco de pluripotência induzida (iPS) até suas aplicações mais complexas. Começaremos com um perspectiva histórica, discutindo quais foram as principais descobertas científicas que culminaram na geração das iPS. Depois, abordaremos conceitos fundamentais sobre as células e os métodos disponíveis para sua geração. Em seguida, discutiremos a possibilidades de diferenciação em tecidos específicos e algumas características básicas das células diferenciadas (nessa etapa, o enfoque sobre o tecido cardíaco será maior, mas faremos discussões breves sobre os demais tecidos). Por fim, faremos uma avaliação crítica das aplicações das iPS com especial destaque para sua limitações e desafios para o futuro.

Ministrante: Lúcia Elvira Alvares (UNICAMP) Lattes

Oferecimento: Segunda, terça e quarta-feira, das 13h30 às 17h30


Neste curso, a comunicação celular será estudada no contexto do desenvolvimento dos membros de vertebrados. Os membros são estruturas complexas que podem assumir diferentes morfologias, como a delicada mão humana, a potente pata saltadora do canguru e as vigorosas asas de uma ave migratória. Apesar da ampla diversidade de formas e funções, estas estruturas têm uma origem e desenvolvimento semelhantes nos vertebrados. Os primórdios ou botões dos membros se formam a partir de uma pequena bolsa de ectoderma, preenchida por células mesodérmicas. No embrião, a “conversa” entre células ectodérmicas e/ou mesodérmicas de diferentes regiões do botão do membro é coordenada por centros de sinalização molecular, como a crista ectodérmica apical (AER) e a zona de atividade polarizadora (ZPA). Este “diálogo” controla o alongamento próximo-distal (ombro-dedos), o achatamento dorso-ventral (costas da mão-palma), bem como o número e a identidade dos dígitos (polegar-dedo mínimo) nos membros. Assim, para cumprir a grandiosa tarefa de formar todas as suas estruturas, os botões dos membros coordenam o comportamento de células individuais por meio da comunicação celular.

Ministrante: Eunice Vaz Yoshiura (Centro Interuniversitário de Estudos da Criatividade) Lattes

Oferecimento: Terça, quarta e quinta-feira, das 18h30 às 22h30


Dado o cenário atual do Ensino de Ciências, é muito comum ouvirmos críticas sobre a dificuldade de estimular os alunos e faze-los se interessarem pela área. Ministrado por Eunice Ferreira Vaz Yoshiura, que já trabalhou com Metodologia do Desenvolvimento Criativo, o curso em questão versa sobre a temática da criatividade no ensino de Ciências e como ela pode ser estimulada num contexto de Ensino Médio. Nesse sentido, ele é voltado para professores em formação, mas também para aqueles que já se inserem profissionalmente na área e querem melhorar suas estratégias didáticas.

Ministrante: Fabio Rodrigues (IQ/USP) Lattes

Oferecimento: Segunda, terça e quarta-feira, das 13h30 às 17h30


Ministrante: Murillo Fernando Rodrigues Lattes

Ministrante: Bárbara Maria de Andrade Costa Lattes

Oferecimento: Terça, quarta e quinta-feira, das 13h30 às 17h30


A estatística está presente por toda a biologia. A cada dia que passa você percebe que é essencial relembrar e rever um pouco de estatística, mas estudar sozinho não é muito interessante. Aquela matéria introdutória de estatística não foi o suficiente, talvez porque você não fixou direito os conceitos apresentados ou porque ainda não havia entendido a importância dos temas abordados. Para suprir essas necessidades, resolvemos montar este curso de Bioestatística. O objetivo do curso é (i) apresentar conceitos básicos de estatística, (ii) introduzir o software e a linguagem R e (iii) aplicar os conhecimentos de estatística e R na resolução de questões biológicas. Os seguintes tópicos serão abordados:

  • Relevância da Estatística na Biologia
  • Importância da Análise Exploratória
  • Entendendo distribuições de probabilidade
  • Estimação de parâmetros (média, proporção)
  • O que é inferência estatística?
  • Teste t-student
  • ANOVA
  • Regressão linear simples
  • Durante as primeiras 2h de cada dia, vamos apresentar os conceitos básicos de estatística de duas formas: primeiro, tentaremos expor as idéias por trás dos conceitos; depois, os conceitos serão abordados de forma mais pragmática e operacional. Nas duas horas finais, vamos utilizar o software _R_ para explorar e fixar de forma ativa os conceitos de estatística abordados. No último dia, vamos por em prática todo o conhecimento de estatística e R construídos ao longo do curso para analisar dados e responder algumas perguntas biológicas.

    Esperamos que os inscritos já tenham algum conhecimento prévio dos conceitos que serão abordados.

    Ministrante: César Leite (UNICAMP)

    Ministrante: Lucas Meirelles (UNICAMP) Lattes

    Oferecimento: Segunda, terça e quarta-feira, das 18h30 às 22h30


    O minicurso traz aos interessados conceitos básicos teóricos e práticos de filmagem, levando a utilização de recursos e técnicas para melhor captura de imagens relacionadas à biologia. Os ministrantes trarão exemplos de próprias vivências na área. Os alunos são introduzidos aos tipos de câmeras, aprendem sobre tempo de exposição, diafragma e profundidade de campo, ISO e balanço de branco, com saída de campo para treinar os conceitos aprendidos e tirar dúvidas.

    Ministrante: Maria Cristina Arias (IB/USP) Lattes

    Ministrante: Isabel Alves dos Santos (IB/USP) Lattes

    Oferecimento: Terça, quarta e quinta-feira, das 13h30 às 17h30


    A atividade tem por objetivo a vivência em um laboratório de Biologia Molecular e a realização de procedimentos aplicados à identificação molecular de espécies de abelhas nativas. Em conjunto, serão discutidos aspectos da ecologia de abelhas sociais. A realização desta atividade contará com a visita num laboratório do Instituto de Biociências, bem como no meliponário do mesmo.

    Minicursos

    Ministrante: Igor Cesarino (IB/USP) Lattes

    Oferecimento: Terça e quarta-feira, das 13h30 às 17h30


    O objetivo do minicurso é apresentar uma perspectiva histórica de como o homem modificou diversas espécies vegetais ao longo do tempo por meio de seleção artificial, desde a domesticação das espécies até a aplicação da biotecnologia moderna. Os objetivos específicos do minicurso são:

  • apresentar aspectos históricos da seleção artificial de plantas promovida pelo homem, desde os primórdios da agricultura, passando pelo uso do melhoramento genético clássico, até a recente aplicação da técnica de edição de genomas
  • apresentar aspectos técnicos da biotecnologia vegetal: estratégias biotecnológicas, transformação genética de plantas, uso de sistemas-modelo para “prova de conceito”, testes de campo para validação de estratégias biotecnológicas, técnicas de edição de genoma, dentre outros
  • fornecer exemplos de diversas aplicações da biotecnologia vegetal, incluindo resistência a estresses bióticos e abióticos, aumento de produtividade, aumento da qualidade nutricional, produção de biocombustíveis, etc;
  • atividade prática: promover uma discussão sobre organismos geneticamente modificados, levando em consideração os potenciais benefícios e os possíveis impactos na saúde, no ambiente e na economia
  • Ministrante: Hosana Debonsi (USP-RP) Lattes

    Oferecimento: Segunda e terça, das 18h30 às 22h30


    A natureza é reconhecida como uma fonte prolífica de produtos naturais, sendo 95% da biosfera da terra representados pelo ecossistema marinho, compreendendo vasta diversidade de organismos, com apenas 300 mil espécies descritas. A imensidão dos oceanos e seu ambiente excepcional são responsáveis por uma extraordinária diversidade química. Como resultado, o ambiente marinho tem disponibilizado não só uma variedade de fármacos, mas também agroquímicos, cosméticos, enzimas e suplementos nutricionais, com grandes perspectivas comerciais. Hoje, nove fármacos de origem marinha são utilizados na clínica médica, sob aprovação do FDA e, pelo menos 13 fármacos encontram-se em fase de estudos pré-clínicos e clínicos avançados visando diversas aplicações, desde anti-inflamatórios e cicatrizantes, até medicamentos para o tratamento de doenças neurológicas como a doença de Alzheimer e a esquizofrenia. Número crescente de fornecedores da indústria cosmética está estimulando a inclusão de extratos de plantas costais, algas marinhas, macroalgas e minerais marinhos em suas fórmulas. Estes contêm vitaminas e minerais com ação protetora ao ultravioleta, atividade anti-oxidante, propriedades anti-envelhecimento e benefícios gerais. Associados as algas, grande potencial tem sido atribuído aos fungos endofíticos. Estes tem exibido amplo espectro de atividades, incluindo antibacteriana, antifúngica, antiviral, antiprotozoário, antiparasítica, antitumoral, antioxidante, moduladora/inibidora de enzimas, algicida, inseticida. Dentre as bioatividades descritas para cianobactérias, que podem estar associadas às algas, podemos citar citotóxica, antitumoral, antiviral, antibacteriana, antiprotozoal, antifúngica, algicida, antiinflamatória, inibidora enzimática, antiobesidade, canabinomimética e protetora contra radiação ultravioleta, o que corrobora com o interesse da indústria na obtenção de metabolitos desta fonte. Contudo, a obtenção de substâncias com valor agregado só vem sendo melhorada com o avanço de equipamentos cromatográficos hifenados, técnicas espectroscópicas e pelo acesso a diversas bases de dados, que nos permitem fazer desreplicações, otimizando o estudo. Finalmente, o advento da biologia molecular tem proporcionado avanços no entendimento das bases genéticas e enzimáticas envolvidas na biossíntese de drogas naturais marinhas.

    Ministrante: Liliana de Oliveira Rocha (ICB/USP) Lattes

    Ministrante: Lívia de Carvalho Fonte (ICB/USP) Lattes

    Oferecimento: Quarta e quinta-feira, das 18h30 às 22h30


    O curso irá introduzir os principais fungos com importância para agricultura e meio ambiente. O participante irá adquirir habilidades de identificação morfológica de gêneros e espécies fúngicas em combinação com sistemática molecular e biologia evolutiva. Além disso, serão abordadas estratégias para potencial utilização de fungos na biorremediação e como indicadores da conservação de ecossistemas naturais.

    Ministrante: Bianca S. Rangel (IB/USP) Lattes

    Oferecimento: Terça e quarta-feira, das 8h00 ao 12h00


    O minicurso tem o objetivo de apresentar ferramentas utilizadas em estudos não-letais de fisiologia, particularmente interessantes quando se trata da pesquisa com espécies ameaçadas ou de grande porte, além dos aspectos fisiológicos básicos dos Chondrichthyes no contexto de sua interação com o ambiente, bem como processos adaptativos que permitiram a evolução de características únicas presentes nestes animais. Neste contexto, será abordado questões referentes à reprodução (endocrinologia e ultrassonografia), migração, dieta e ecologia trófica (lipídios, ácidos graxos e isótopos estáveis), estresse, termorregulação. Serão ainda apresentados métodos de coleta e análises utilizadas na pesquisa com tubarões e raias, e perspectivas de futuros trabalhos na área.

    Ministrante: Eliane Pintor de Arruda (UFSCAR-Sorocaba) Lattes

    Oferecimento: Quarta e quinta-feira, das 18h30 às 22h30


    Ministrante: André Frazão Helene (IB/USP) Lattes

    Oferecimento: Terça e quarta-feira, das 13h30 às 17h30


    Memória pode ser definida como a capacidade de alterar o comportamento a partir de uma experiência prévia. Por trás dessa afirmação está a concepção de que, como maneira de otimizar seu comportamento, organismos devem avaliar os resultados de suas açõoes prévias, e com isso guiar suas novas tomadas de decisão, permitindo a sobrevivência em um ambiente essencialmente previsível, onde a antecipação é uma habilidade de grande valor adaptativo. O estudo sobre as funções de memória e atenção tem se valido da noção de que estas podem ser estudas de maneira a identificar funções e subfunções segregadas de tipos de memória e modalidades de atenção. A idéia de que estas possam ser segregadas em diferentes sistemas e processos possui uma longa história. O desenvolvimento desta concepção esteve associada ao estudo de animais em condições experimentais e casos clínicos envolvendo pacientes, estimulando a noção da existência de funções cognitivas específicas relacionadas ao funcionamento de regiões específicas do sistema nervoso. Estes tópicos serão tratados no curso.

    Ministrante: Débora Cristina Hipólide (UNIFESP) Lattes

    Oferecimento: Quarta e quinta-feira, das 18h30 às 22h30


    Ministrante: Adriana Maria Zanforlin Martini (IB/USP) Lattes

    Oferecimento: Segunda e terça-feira, das 18h30 às 22h30


    Ministrante: Thiago da Silva Paiva (IB-USP) Lattes

    Oferecimento: Segunda e terça, das 18h30 às 22h30


    Noções de morfologia, biologia e ecologia de Ciliophora; origem dos ciliados; caracterização e filogenia dos grandes grupos de ciliados.

    Ministrante: Paulo Roberto Guimarães Junior (IB-USP) Lattes

    Oferecimento: Terça e quarta-feira, das 9h00 ao 12h00


    Coevolução ocorre quando pressões seletivas recíprocas causam mudanças evolutivas em espécies que interagem. Neste curso, estudaremos os princípios fundamentais que influenciam dinâmicas coevolutivas. Veremos como diferentes interações ecológicas podem influenciar a coevolução entre espécies em comunidades ecológicas. Também estudaremos como a coevolução depende tanto do espaço como da estrutura de redes de interações entre espécies e as implicações dessas relações para a organização da biodiversidade em diferentes escalas temporais. Ao final do curso, espero que tenhamos uma visão básica sobre a teoria subjacente aos processos coevolutivos e sobre a evidência empírica atualmente disponível sobre o papel de coevolução para a organização da diversidade biológica.

    Ministrante: Anderson Garbuglio de Oliveira (IO-USP) Lattes

    Ministrante: Jeremy Darius Mirza (IO-USP) Lattes

    Oferecimento: Segunda e terça-feira, das 18h30 às 22h30


    Diversos animais marinhos são capazes de produzir a sua própria luz, e na maior parte do oceano, a bioluminescência é a principal fonte de luz. Muitos desses sistemas luminescentes têm sido estudados nas últimas décadas produzindo vasto conhecimento básico e aplicado. Entretanto, existem ainda muitos outros sistemas pouco estudados, cuja purificação e caracterização dos componentes químicos relacionados à emissão de luz poderiam contribuir para estudos mecanísticos, evolutivos e o desenvolvimento de novas ferramentas analíticas.

    Ministrante: Gladys Flávia de Albuquerque Melo de Pinna (IB-USP) Lattes

    Oferecimento: Terça e quarta-feira, das 8h00 às 12h00


    Xerófitas são plantas adaptadas ao ambiente xérico, as quais apresentam diversas estratégias adaptativas à escassez hídrica. Neste sentido, podemos classificar este grupo de plantas nas que escapam da seca e naquelas que resistem à seca. Dentro do grupo das que resistem à seca, podemos ainda encontrar aquelas que evitam e as que toleram o período de déficit hídrico. Diante desta diversidade de estratégias, é de se esperar um grande conjunto de caracteres anatômicos, morfológicos e fisiológicos (incluindo estratégias reprodutivas) nos mais diversos grupos de famílias representadas, com diversos casos de convergência adaptativa.

    Ministrante: Henrique Marques-Souza (UNICAMP) Lattes

    Oferecimento: Quarta e quinta-feira, das 13h30 às 17h30


    Tomadas de decisão são constantes em nossa vida e elas muitas vezes determinam quem somos, com quem estamos, para onde vamos, como vivemos. Até a escolha do momento em que uma decisão deve ser tomada é uma decisão por si só. Decisões certas no momento ou local errados ou decisões erradas no momento ou local certos nos levam à destinos indesejados. Células, tecidos, órgãos e organismos dependem deste mesmo princípio. Enquanto que na nossa vida as grandes decisões são tomadas quando já somos jovens, ao escolhemos uma profissão ou um parceiro de vida, para as células, o momento onde as decisões mais importantes são tomadas é durante o desenvolvimento embrionário.

    Este minicurso versa em torno de um grupo de genes que controlam algumas das decisões mais importantes nas nossas vidas, i.e., a organização do nosso eixo antero-posterior. Se você nasceu com 33 vértebras, desenvolveu costelas somente a partir da oitava e não possui costelas na cintura atrapalhando você a dançar salsa significa que todos os seus genes homeóticos trabalharam perfeitamente para que as células envolvidas neste processo tomassem as decisões certas, na hora e no local certos.

    Os genes homeóticos são fatores de transcrição altamente conservados no reino animal. Compreender suas funções não somente nos ensinam como estas decisões são tomadas, mas também como a manutenção e alterações na expressão e função destes genes, ao longo da evolução das espécies, resultou nesta biodiversidade fantástica encontrada na terra.

    Ministrante: André Amaral Goncalves Bianco (UNIFESP) Lattes

    Ministrante: Eliana Dersen

    Oferecimento: Quinta e sexta-feira, das 13h30 às 17h30


    Pode-se dizer que a função pedagógica que o cinema tem em nossa sociedade encontra paralelo ao uso pedagógico do teatro na Grécia antiga. Neste minicurso, será apresentada, inicialmente, uma reflexão sobre a importância do cinema para o ensino de ciências e, posteriormente, proposta uma discussão sobre o aprendizado das ciências da natureza mediado por materiais audiovisuais.

    Ementa: A pedagogia do cinema. Repertório de filmes com temática científica. Potencialidades do cinema para o ensino de ciências. O cinema na escola. A linguagem cinematográfica. A escola vista pelo cinema. Reflexões acerca da qualidade de produtos audiovisuais veiculados no Youtube.

    Ministrante: Maria de Macedo Soares Guimarães (Revista FAPESP) Lattes

    Oferecimento: Quinta e sexta-feira, das 8h00 ao 12h00


    Você considera escrever sobre ciência em vez de fazer pesquisa? Tem dificuldade de explicar o que faz à família? Acharia intimidante conceder uma entrevista?

    Em busca de maneiras de ampliar os horizontes do conhecimento produzido na universidade para além da comunidade interna e seus pares, faremos atividades de divulgação de ciência ao longo de duas manhãs. Discutiremos alguns exemplos de pesquisa trazidos por participantes - pode ser o projeto em que a pessoa está envolvida ou algo que ache interessante - para exercitar maneiras de explicar a um público amplo e cativá-lo. Falaremos de veículos de comunicação de ciência, como revistas, vídeo, redes sociais e mesas de bar. A ideia não é ensinar a ser jornalista, mas diminuir as barreiras entre pesquisadores e divulgadores.

    Ministrante: Daniel José Galafasse Lahr (IB/USP) Lattes

    Ministrante: Paulo Gonzalez Hofstatter (IB/USP) Lattes

    Oferecimento: Quarta e quinta-feira, das 18h30 às 22h30


    Faremos uma contextualização evolutiva das formas ameboides dentro do contexto dos organismos eucarióticos. O curso é teórico-prático, e será organizado nos seguintes 4 módulos:

    1. Reconstruindo a história evolutiva dos eucariontes e da forma ameboide: a forma ameboide surgiu diversas vezes na evolução da vida. Neste primeiro módulo teórico, contextualizaremos as mais recentes hipósteses evolutivas dos eucariontes e posicionaremos a diversidade das formas ameboides.

    2. Prática I: Noções de microscopia e visualização de amostras diversas de ameboides.

    3. Diversidade e evolução de Amoebozoa: neste módulo entraremos em mais detalhe em um dos maiores grupos de ameboides. Esta aula teórica incluirá os principais avanços feitos na última década sobre o grupo.

    4. Prática II: Nesta aula, exploraremos culturas vivas de organismos amebozoários diversos.


    Oficinas

    Ministrante: Marcos Ono

    Oferecimento: Segunda-feira, das 13h30 às 17h30


    Atividade separada em 5 partes:

    Primeira parte: Apresentação rápida do histórico do ministrante.

    Segunda parte: Apresentação de características e curiosidades, o método de captura dos insetos e digestão. Demonstração das flores e como se dá a polinização. Métodos de cultivo de cada espécie bem como rega, adubação e substratos.

    Terceira parte: Como fazer a reprodução de cada uma das espécies apresentadas e dos métodos utilizados. Reprodução assexuada e sexuada.

    Quarta parte: Doenças e pragas que podem atacar as plantas carnívoras.

    Quinta parte: Aula prática: como plantar uma muda de Dionaea muscipula, Vênus Papa Mosca.

    Ministrante: Carolina Viesi (Empório Viver) Site

    Oferecimento: Quinta-feira, das 18h30 às 22h30


    Reaproveitar alimentos é uma ação de sustentabilidade e uma forma de utilizar melhor o alimento, potencializando suas qualidades nutritivas. Sabemos que os grandes teores de vitaminas, minerais, fitonutrientes e fibras encontram-se nas sementes, nas cascas e nos bagaços. Muitos alimentos podem ser utilizados de forma integral, como frutas e verduras, mas não sabemos ao certo como. Venha aprender um pouco mais sobre o conceito e algumas receitas práticas para o seu dia a dia.

    Ministrante: Lyria Mori (IB/USP) Lattes

    Ministrante: Maria Cristina Arias (IB/USP) Lattes

    Ministrante: Cristina Yumi Miyaki (IB/USP) Lattes

    Oferecimento: Quarta-feira, das 13h30 às 17h30


    Trata-se de atividades didáticas interativas que introduzem ou reforçam conceitos genéticos e evolutivos, tais como: seleção natural, gene, alelo, interação interalélica, código genético.

    Ministrante: Claudemir Antônio Lopes (IB/USP)

    Oferecimento: Terça-feira, das 8h00 ao 12h00


    A atividade busca fazer uma apresentação do trabalho realizado nas preparações osteológicas utilizando coleópteros Dermestes maculatus. Além disso, serão apresentados o laboratório que realiza esse trabalho no Instituto de Biociências (IB/USP), bem como os resultados do mesmo. Em conjunto, haverá uma apresentação resumida de outras técnicas de preparação osteológica e de como é feita a manutenção desses coleópteros.

    Ministrante: Átila Iamarino (ICB/USP) Lattes

    Oferecimento: Sexta-feira, das 13h30 às 17h30


    Estamos todos cada vez mais conectados e a fonte de informação continua migrando do meio impresso e mídias em massa para redes sociais e mídias online. Os alunos consultam cada vez mais exclusivamente a internet como fonte de informação. Mas a escola continua distante deste meio e os professores têm pouca ou nenhuma formação sobre como usar as novas mídias em sala de aula e como guiar a interação dos alunos. Neste curso veremos como usar recursos online como textos, vídeos imagens e redes sociais em sala de aula, como fonte de informação e como ferramentas para o engajamento ativo dos alunos. Também veremos como instruir os alunos a buscar informação de maneira crítica e preservar sua privacidade online.

    Ministrante: Celso Barbiéri Jr. (EACH/USP) Lattes

    Oferecimento: Terça-feira, das 8h00 às 12h00


    Será abordado um pouco da Biologia de Meliponini e das principais espécies aqui do Estado de São Paulo.Depois será explicado sobre comportamento e algumas técnicas de manejo. Serão apresentados os principais tipos de caixas de criação racional, como fazer uma isca pet. E por fim alguns manejos para a manutenção do enxame já in loco.


    Palestras

    Ministrante: Elenice Mouro Varanda (FFCLRP-USP) Lattes

    Ministrante: José Ricardo Barosela (FFCLRP-USP) Lattes

    Oferecimento: Terça-feira, das 13h30 às 17h30


    Ministrante: Paolo Zanotto (ICB/USP) Lattes

    Oferecimento: Quarta-feira, das 13h30 às 17h30


    Uma aula sobre aspectos da evolução viral, como ela acontece e exemplos de como a estudamos.

    Ministrante: Graziella do Couto Ribeiro (Museu de História Natural de Taubaté) Lattes

    Oferecimento: Quinta-feira, das 13h30 às 17h30


    Os mamíferos constituem um grupo bastante diversificado e, para compreender a sua história evolutiva, dependemos de informações de distintas áreas da ciência. A paleontologia é sem dúvida o caminho fundamental, uma vez que as evidências evolutivas de diferentes grupos de seres vivos encontram-se, principalmente, nos fósseis. Desta forma, esta atividade tem como objetivo apresentar um panorama dos estudos sobre paleontologia de mamíferos, abordando a origem e a história evolutiva do grupo desde o período Triássico. Contudo, com ênfase na paleomastozoologia sul-americana serão apresentados aspectos da diversidade de vários grupos de mamíferos, os quais habitaram a América do Sul do Paleoceno ao Pleistoceno. Muitos desses táxons foram extintos e não deixaram descendentes. Tais abordagens nos permitirão comparar a paleomastofauna da América do Sul com as demais, assim como compreender a contribuição e importância que o continente sul-americano desempenhou na história evolutiva dos Mammalia.

    Ministrante: Augusto Alberto Valero Flores (CEBIMar/USP) Lattes

    Oferecimento: Sexta-feira, das 13h30 às 17h30


    Essa palestra será um resumo de uma série de trabalhos experimentais realizados que mostram a importância da produtividade das águas costeiras na regulação do recrutamento de invertebrados marinhos, tomando cracas como estudo de caso. Esses resultados dão suporte a um modelo de conectividade com base em 'corredores' de produtividade e não necessariamente em processos oceanográficos e meteorológicos que determinam padrões de transporte á meso-escala.

    Ministrante: Karla Tepedino (Oxitec) Lattes

    Oferecimento: Terça-feira, das 13h30 às 15h30


    A linhagem de mosquitos transgênicos OX513A, o Aedes do Bem!, foi desenvolvida em 2002 com a inserção de dois genes no DNA do Aedes aegypti. O objetivo era criar um inseto capaz de reduzir as populações selvagens da espécie. A alteração genética do mosquito possibilitou que a linhagem pudesse ser reproduzida em laboratório, mas fora dele, sua descendência não conseguisse sobreviver até a fase adulta. Em todos os testes de campo até agora – no Brasil, no Panamá e nas Ilhas Cayman – foram obtidos resultados positivos, com redução da população selvagem além de 90%. O objetivo disso é ajudar a redução na incidência de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, Zika e chikungunya. Nesta palestra vamos abordar o início do desenvolvimento da tecnologia no laboratório, os processo de produção e liberação e os resultados obtidos nos testes de campo. Veremos como o OX513A, uma tecnologia criada no laboratório de uma universidade, chegou ao ponto de ajudar vidas.

    Ministrante: Tatiana Nahas (IB-USP) Lattes

    Ministrante: Rodrigo Venturoso Mendes da Silveira (IB-USP) Lattes

    Oferecimento: Terça-feira, das 13h30 às 16h00


    O Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) do IB-USP possui um programa de difusão/educação, financiado pela Fapesp, que objetiva tornar a Genética mais acessível à sociedade. Os alvos prioritários do programa são os professores e os alunos de Ensino Médio, embora o público em geral também seja contemplado por alguns projetos. As ações do programa de Educação/difusão incluem: (1) a elaboração e disponibilização de materiais didáticos para os professores, complementadas por oficinas de planejamento e utilização dos mesmos em sala de aula, (2) a disponibilização, nas dependências das escolas públicas, de laboratório e kits que permitem a realização de aulas práticas, (3) a produção e exibição de exposições científicas itinerantes, como por exemplo a exposição Luz e Vida e a Célula Gigante, (4) Concurso artístico “DNA e a herança biológica”, que têm como foco principal os estudantes, complementando o trabalho voltado aos professores e (5) o projeto “Semear Ciência”, que vem distribuindo nos vagões de duas linhas do metrô de São Paulo e em todas as escolas públicas do estado de São Paulo, cartazes com questões instigantes, cujas respostas encontram-se em hotsites que podem ser acessados via QRcode. Essas e outras práticas do CEGH-Cel são exemplos de ações possíveis que a Universidade pode oferecer a estudantes e professores da Educação Básica. Partindo desses exemplos, abordaremos as interações possíveis entre esses atores e compartilharemos um pouco das dificuldades encontradas e ajustes correlacionados.

    Ministrante: Paulo Inácio Prado (IB-USP) Lattes

    Oferecimento: Quarta-feira, das 13h30 às 15h30


    Ministrante: Lattes

    Oferecimento: Quarta-feira, das 17h30 às 22h30


    A psicofísica é o conjunto de métodos e modelos científicos que visam investigar a relação entre a experiência e o mundo. Concebidos inicialmente no século XIX com o trabalho do filósofo e fisiólogo alemão Gustav Fechner, são desenhados para, em primeiro lugar, mensurar a relação entre estímulos físicos e experiência subjetiva, e em segundo lugar, entender a lógica dos processos de transformação que ocorrem nesta relação. Nesta apresentação, serão mostrados, com exemplos e demonstrações, os paradigmas experimentais mais comuns. Abordaremos os conceitos de limiares, de função psicométrica e alguns aspectos da teoria de detecção de sinais. Serão apresentados alguns dos desenvolvimentos metodológicos e teóricos mais recentes, e algumas ferramentas computacionais que devem permitir a programação e realização dos próprios experimentos psicofísicos.

    Mesa Redonda

    Práticas Profissionais Sustentáveis

    Coordenação Vânia Pivello (IB/USP) Lattes

    Oferecimento: Quinta-feira das 15h30 às 18h00

    Sustentabilidade no habitar - acertos e dúvidas (Cristina Garcia Ortega - UNIP e Universidade Anhembi Morumbi)

    Será apresentado um depoimento a respeito do habitar considerando o mínimo impacto sobre o meio ambiente. Exposição de temas que dialogam com a natureza: inserção das edificações no contexto local, materiais e técnicas construtivas sustentáveis, conforto ambiental; revestimentos: pisos, paredes, isolantes térmicos; o consumo de energia: iluminação natural e artificial, painéis solares; o reuso das águas, tratamento de esgoto, utilização das águas tratadas, seleção e descarte: resíduos orgânicos e descartáveis. Indagação: em quais situações o biólogo poderia contribuir.


    Materiais e Construção Sustentável (Gustavo Duarte - MD Soluções Ambientais/ Ocara Arquitetura Ambiental e Paisagística) Site

    Serão apresentadas soluções para o uso sustentável da água, discutindo-se o aproveitamento do potencial hídrico pluvial nas atividades humanas, a minimização do fornecimento e consumo de água, a recuperação de cursos d’água contaminados e o tratamento de águas servidas (esgotos) para reuso. Também serão apresentadas alternativas para a produção e o consumo de energia, bem como para a destinação e reutilização de resíduos da construção civil e civil.


    Vias de Fluxo Verde - O trabalho do Biólogo na Área Urbana (Ciro Croce - Equaliza Ambiental) Site

    Vias de Fluxo Verde é um programa de desenvolvimento urbano sustentável para maior bem estar dos usuários, proprietários e transeuntes das vias públicas. Constitui um processo que requer um período prolongado de implantação, desde o diagnóstico até a execução, por se tratar de estratégias físicas, biológicas, políticas e sociais. É, portanto, um trabalho multidisciplinar muito interessante para o Biólogo trabalhar com arborização urbana, educação ambiental, fauna silvestre e desenvolvimento social urbano. Pontos estratégicos de desenvolvimento: Projeto Passeio Urbano, Programa de Arborização, Lixeiras da cidade, Florescimento (paisagismo), Fauna Silvestre, Projeto Cultural, Educação Ambiental.


    Recuperação Ambiental de Zonas Úmidas - O caso do Parque Salburua, Vitoria-Gasteiz/Espanha (Iaci Martines - Ocara Arquitetura Ambiental e Paisagística) Site

    Será realizado um relato da recuperação ambiental da zona úmida (Ramsar) do Parque Salburua, Vitoria-Gasteiz/Espanha, cujo projeto exitoso recompõe o ecossistema lagunar e aponta para uma melhora da gestão pública e da qualidade de vida.


    Do Meio Rural ao Mercado do Café Sustentável (Felipe Barreto Croce - Fazenda Ambiental Fortaleza) Site

    Serão apresentadas alternativas para agregar valor a um produto de agricultura – no caso, o café – no ponto de venda, através da valorização de sua qualidade e proposta de sustentabilidade.


    Medicina Sustentável (Clelgen Luiz Bonetti)

    Será abordado o tema centrado no efeito que o atendimento médico propriamente dito tem sobre o meio ambiente e as possibilidades que existem para a melhora da sustentabilidade, discutindo a possível contribuição dos biólogos nessa melhora.