7 Biogeografia

Dezembro 2011

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Expediente

Consultores: Agustin Camacho, Charles Morphy D. Santos, Christini Barbosa Caselli, Claudio José Barros de Carvalho, Eduardo A. B. Almeida, Felipe de Mello Martins, Gervásio Silva Carvalho, Juliana Roscito, Leopoldo Barletta, Marcelo Arruda, Marcelo Rodrigues de Carvalho, Monique Nouailhetas Simon, Olívia Mendonça-Furtado, Renata Moretti, Rodrigo Marques Lima dos Santos e Rosana Moreira da Rocha 

Editor: Silvio Shigueo Nihei

Editores gráficos: Juliana Roscito e Leonardo Maurici Borges

Coordenadores: Agustín Camacho Guerrero, Pedro Leite Ribeiro e Rodrigo Pavão

Artigos

EDITORIAL
Silvio Shigueo Nihei

A publicação deste volume especial surge em momento bastante propício para a biogeografia brasileira. Foi em janeiro deste ano publicado o primeiro livro-texto de biogeografia em língua portuguesa, organizado por autores brasileiros e contendo capítulos de autores majoritariamente brasileiros (Carvalho e Almeida, 2011). Em uma área da ciência biológica sortida de livros-textos traduzidos e recheados de mapas de organismos de outros continentes, o ensino de biogeografia, sobretudo para a graduação, sempre esteve bastante desejoso de uma referência autenticamente nacional. A publicação deste volume especial tem como objetivo primário contribuir na divulgação da biogeografia a toda comunidade (acadêmica e não-acadêmica), e soma-se ao livro de Carvalho e Almeida (2011) de forma a servir como uma obra de referência complementar no ensino de biogeografia para...

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BIOGEOGRAFIA: A HISTÓRIA DA VIDA NA TERRA
Jéssica Paula Gillung

Biogeografia é a ciência que estuda a distribuição geográfica dos seres vivos no espaço através do tempo, com o objetivo de entender os padrões de organização espacial dos organismos e os processos que resultaram em tais padrões. No presente trabalho são apresentados os principais fatos históricos e conceitos relacionados à trajetória histórica da Biogeografia, para que se compreenda que tal disciplina não surgiu de sobressalto, mas passou por um processo muito longo de construção que se deu através do acúmulo de contribuições de diversos pesquisadores ao longo dos últimos séculos. Palavras–chave. Dispersalismo, distribuição, evolução, vicariância. doi: 10.7594/revbio.07.01

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SOBRE A BUSCA DE PADRÕES CONGRUENTES NA BIOGEOGRAFIA
Charles Morphy D. Santos

Biogeografia é muito mais do que a aplicação direta de um método analítico. Ela lida com a análise combinada dos componentes espacial e temporal do processo evolutivo. Mesmo se os problemas tradicionais da análise biogeográfica forem resolvidos, o padrão biogeográfico resultante não é necessariamente significativo como cenário evolutivo. Ele deve ser testado à luz de outras hipóteses em busca de congruência. Para esse propósito, o conceito de iluminação recíproca é necessário. Esse procedimento visa avaliar a robustez dos padrões biogeográficos como descrições de como a vida muda no espaço e no tempo, colocando a biogeografia mais próxima da afirmação de Croizat de que a evolução é um fenômeno tridimensional. Palavras–chave. Congruência, iluminação recíproca, padrão biogeográfico. doi: 10.7594/revbio.07.02

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ÁREAS DE ENDEMISMO: AS ESPÉCIES VIVEM EM QUALQUER LUGAR, ONDE PODEM OU ONDE HISTORICAMENTE EVOLUÍRAM?
Márcio Bernardino DaSilva

Áreas de endemismo (AE) são coincidências entre distribuições geográficas de espécies e hipóteses de eventos comuns de restrição para parte de uma biota. Vários tipos de processos históricos podem causar esta restrição, como eventos orogenéticos, flutuações climáticas, mudanças na fisionomia vegetal ou o surgimento de barreiras geográficas. Sua delimitação não é trivial a partir de distribuições reais de espécies, necessitando de análises numéricas, além da inclusão da relação filogenética entre as espécies envolvidas, (já que as AEs são hipóteses históricas), assim como a inclusão de evidências geográficas e avaliação de zonas de transição. Apesar de sua importância para a regionalização biogeográfica e para as estratégias de conservação, as AEs têm sido pouco estudadas, revelando a necessidade de estudos futuros de perfil interdisciplinar na Biogeografia. Palavras–chave. Vicariância, dispersão, Biogeografia Histórica, isolamento, PAE. doi: 10.7594/revbio.07.03

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BIOGEOGRAFIA BASEADA EM EVENTOS: UMA INTRODUÇÃO
Renato Recoder

Biogeografia é um campo de estudo integrativo que procura compreender os processos responsáveis pela distribuição dos organismos no espaço, e sua mudança no tempo. Com o desenvolvimento da disciplina, foram propostos métodos analíticos capazes de inferir a história biogeográfica de linhagens através da reconstrução dos eventos que teriam alterado as distribuições de táxons ao longo do tempo. Estes métodos baseiam-se em modelos explícitos de custo-benefício, e são utilizados para inferir áreas ancestrais por otimização dos custos dos eventos relacionados (vicariância, dispersão, extinção e duplicação). O desenvolvimento de modelos capazes de fornecer estimativas estatísticas para os resultados faz dos métodos baseados em eventos ferramentas interessantes para estudos em biogeografia histórica. Nesta revisão são discutidos alguns métodos, e fornecido um exemplo de utilização com uma linhagem de lagartos da América do Sul tropical. Palavras–chave. Áreas ancestrais, dispersão, filogenia, vicariância. doi: 10.7594/revbio.07.04

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FILOGEOGRAFIA
Felipe de Mello Martins e Marcus Vinícius Domingues

A filogeografia é definida como o estudo dos princípios e processos que determinam a distribuição geográfica de linhagens genealógicas. Neste artigo, revisamos brevemente a história e escopo da filogeografia, bem como apresentamos um panorama atual da filogeografia no Brasil, destacando áreas carentes em estudos e potenciais desafios. Palavras–chave. Filogeografia, biogeografia, árvores de genes. doi: 10.7594/revbio.07.05

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FILOGEOGRAFIA DA MATA ATLÂNTICA
Henrique Batalha Filho e Cristina Yumi Miyaki

A filogeografia procura entender os princípios e os processos que governam a distribuição geográfica de linhagens intra-específicas ou de espécies próximas, baseada na distribuição espacial de genealogias gênicas. Estudos filogeográficos de alguns organismos da Mata Atlântica (MA) publicados até o momento têm apontado para a existência de três principais descontinuidades filogeográficas associadas às glaciações e atividades neo-tectônicas ocorridas no Quaternário. Entretanto, ainda é necessário agregar mais estudos filogeográficos de organismos desse bioma para ser possível traçar uma hipótese sobre a diversificação que gerou a diversidade na MA. Palavras–chave. Mata Atlântica, filogeografia, Quaternário. doi: 10.7594/revbio.07.06

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PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA: UM PONTO DE VISTA EVOLUTIVO
Kirstern Lica Follmann Haseyama e Claudio José Barros de Carvalho

Na região amazônica diversas hipóteses têm sido publicadas para explicar a origem da biodiversidade local. Estas hipóteses possuem como consequência interpretações de diferentes tempos de divergência das linhagens e diferentes padrões de distribuição. Neste artigo, são revistos, brevemente, alguns conceitos biogeográficos relacionados aos padrões de distribuição e as principais hipóteses que visam explicar a biodiversidade amazônica. No final são exemplificados estudos de casos de diferentes grupos de seres vivos. Palavras–chave. Biogeografia, especiação, evolução. doi: 10.7594/revbio.07.07

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ABORDAGENS ATUAIS EM BIOGEOGRAFIA MARINHA
Thaís Pires Miranda e Antonio Carlos Marques

A biogeografia marinha estuda a história da distribuição geográfica dos táxons marinhos, tendo as áreas de endemismo e os traços generalizados como unidades básicas analíticas. Estudos em biogeografia marinha são incipientes para a maioria dos táxons marinhos, principalmente devido às dificuldades de caracterização e compreensão das barreiras que determinam cladogêneses dos grupos. Atualmente, o estudo da distribuição geográfica de táxons marinhos não apresenta uma metodologia analítica estrita e muito das idiossincrasias dessa área são ignoradas em abordagens biogeográficas. Neste artigo, procuramos revisar os conceitos de homologia biogeográfica, barreiras e metodologias em biogeografia marinha, ressaltando a importância dessa disciplina em estudos de biodiversidade e conservação. Palavras–chave. Biogeografia, barreiras, biodiversidade, áreas de endemismo, traços generalizados, taxonomia, distribuição geográfica, conservação. doi: 10.7594/revbio.07.08

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GARETH NELSON: OS DESAFIOS ATUAIS E O FUTURO DA BIOGEOGRAFIA
George M. T. Mattox

A distribuição dos organismos tem chamado a atenção dos cientistas desde muito tempo. Grandes naturalistas preocuparam-se em estudar seus grupos de interesse e descrever padrões geográficos, evocando dispersão para explicar sua distribuição. O advento da sistemática filogenética na década de 60 representou uma mudança de paradigma na biogeografia incorporando o conceito de vicariância, processo pelo qual grupos de organismos são isolados e sofrem diferenciação, fornecendo assim modelos testáveis em biogeografia. Neste contexto apareceu Gareth Nelson, ictiólogo norte-americano que contribuiu para o desenvolvimento da Biogeografia Cladística, pautando suas bases teóricas e propondo metodologias para seu estudo. Neste artigo, Nelson responde uma entrevista tangenciando alguns dos principais assuntos da biogeografia moderna como suas tendências e futuro, interface com a conservação, e outras questões epistemológicas. Palavras–chave. Biogeografia histórica, ciência, distribuição dos organismos, história da biologia, paradigma. doi: 10.7594/revbio.07.09

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Comentários

Envio meus parabéns à Comissão Editorial da Revista da Biologia pelo número especial sobre o importante campo da Biogeografia.

Senti, no entanto, falta de artigos na área de Biogeografia Cultural. E, dada a relevância da Biogeografia Cultural para a compreensão e a análise crítica e histórica da atual realidade ambiental planetária, sugiro um outro número especial contemplando esta área.

Gostaria de parabenizar os idealizadores dessa edição. Muito didático e prazeroso de ler!

Gostaria de ter acesso ao seu artigo para leitura e pesquisas e gostaria muito de ver o mapa com a distribuição das espécies, sou estudante de biologia da UEPA.

Excelente edição especial!

Quero parabenizar a equipe pelo excelente trabalho. Certamente é de grande utilidade a todos nós, profissionais das área de Ciências Biológicas.

Optimo, parabens gostei imenso o campo de Biogeografia

gostei muito ,me ajudou bastante no meu meu estudo de evolução.

Sou professora de Biogeografia pela Unifacex em Natal RN e gostaria de saber como adquirir essa revista. 

Me ajudou bastante também esta revista. Obrigado. Obs.: respondendo o comentário anterior, você pode baixar os PDFs diret do site. Faculdades UFRJ

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Parabéns!!! Leitura leve de fácil compreensão, ajudou bastante.

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