6b Parasitologia

Junho 2011

PDF (4.36 MB)

Expediente

Consultores: Carlos Winter, Carolina Scarpellini, Danilo Ciccone Miguel, Diego de Carvalho, Eduardo Tamura, Émerson Martins, Felipe Martins, Ilton Santos, João Marcelo P. Alves, João Paulo Peixoto, Leonardo Velasquez, Leopoldo Barletta, Luciana Nogueira, Rodrigo Medeiros de Souza e Thaís Duarte Bifano

Editora: Beatriz Stolf

Editores gráficos: Juliana Roscito e Leonardo Maurici Borges

Coordenadores: Agustín Camacho Guerrero, Pedro Leite Ribeiro e Rodrigo Pavão

Artigos

EDITORIAL
Beatriz Simonsen Stolf

Gostaria antes de tudo de agradecer o convite da Revista da Biologia para editar esse volume e também a extrema dedicação de meus colegas docentes, pós-doutores e alunos de pós-graduação do ICB, IQ e Instituto Butantan que aceitaram participar escrevendo artigos que refletem anos de trabalho de seus grupos em temas específicos da Parasitologia. Agradeço também aos revisores que fizeram um excelente trabalho de avaliação dos textos, tornando-os mais...

PDF
NEMATOIDES ENTOMOPATOGÊNICOS: AS DUAS FACES DE UMA SIMBIOSE
Daniela Peres Almenara, Maira Rodrigues de Camargo Neves, Fernando Luiz Kamitani e Carlos E. Winter

Nematóides entomopatogênicos são aqueles capazes de matar insetos. Essa propriedade inseticida é decorrente de um tipo bastante peculiar de simbiose estabelecida entre o verme e uma bactéria, sendo este último organismo o responsável pela morte do inseto em si. Além de oferecer dados interessantes para a compreensão biológica dos mecanismos envolvidos na manutenção de uma simbiose, os nematóides entomopatogênicos representam uma ferramenta potencial para controle de insetos-pragas da agricultura e até mesmo de aracnídeos, como carrapatos. Adicionalmente, o estudo de bactérias entomopatogênicas vem permitindo a identificação de diferentes compostos bioativos de origem microbiana. Palavras-chave. Entomopatogênico; nematóide; simbiose; Photorhabdus; Heterorhabditis. doi: 10.7594/revbio.06b.01

PDF
ASPECTOS GERAIS DA BIOLOGIA DO GENOMA, TRANSCRIPTOMA E PROTEOMA DE EIMERIA SPP. DE GALINHA DOMÉSTICA
Jeniffer Novaes, Alessandra Popov dos Santos Manha, Laureana Stelmastchuk Benassi Fontolan, Alda Maria Backx Noronha Madeira

Sete espécies de Eimeria spp. causam a coccidiose aviária, doença entérica responsável por grandes perdas econômicas e que é controlada pelo uso de drogas anticoccidianas e/ou vacinas vivas. Com o intuito de fazer uma breve revisão sobre estes parasitas, este artigo aborda aspectos gerais da biologia, do genoma, transcriptoma e proteoma de Eimeria spp. que acometem a galinha doméstica.Palavras-chave. Coccidiose aviária, Eimeria spp., expressão gênica, expressed sequence tags (ESTs). doi: 10.7594/revbio.06b.02

PDF
DIRECIONANDO PROTEÍNAS DERIVADAS DE PATÓGENOS PARA CÉLULAS RESPONSÁVEIS PELA ATIVAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE
Silvia Beatriz Boscardin

Resumo. A obtenção de vacinas contra patógenos que afetam a saúde humana tem sido um objetivo constante nos últimos anos. Neste ensaio apresentamos uma estratégia para o desenvolvimento de vacinas que se baseia no direcionamento de uma proteína recombinante derivada de um patógeno para células responsáveis pela ativação da resposta imune conhecidas como células dendríticas. O direcionamento é conseguido através da utilização de um anticorpo quimérico produzido in vitro em fusão com a proteína de interesse e que é capaz de se ligar a um receptor presente na superfície das células dendríticas. Quando injetado em animais, o anticorpo quimérico leva o antígeno até as células dendríticas e o resultado é indução de forte resposta imunológica. Palavras-chave.  Células dendríticas, vacinação, anticorpos quiméricos. doi: 10.7594/revbio.6b.03

PDF
IMUNIDADE INATA NO INTESTINO DE CARRAPATOS: HEMOCIDINAS E OUTROS AGENTES ANTIMICROBIANOS
Carlos Eduardo Cruz e Sirlei Daffre

Os carrapatos são vetores de diversos organismos patogênicos, resultando em graves problemas para a saúde humana e animal. O intestino destes artrópodes constitui a interface primária patógeno-vetor, e o controle microbiano neste órgão pode ser mediado pela atividade de peptídeos antimicrobianos derivados da digestão de hemeproteínas (hemocidinas), lisozimas e defensinas, além de inibidores de proteases e estresse oxidativo. Sendo assim, a competência vetorial dos carrapatos está diretamente relacionada ao seu sistema imune. Palavras-chave. Carrapato, imunidade inata, hemocidinas, controle microbiano. doi: 10.7594/revbio.6b.04

PDF
LEISHMANIOSE VISCERAL E SUSCEPTIBILIDADE GENÉTICA
Amanda Farage Frade

A leishmaniose visceral é uma grave doença infecciosa causada por um protozoário intracelular obrigatório do gênero Leishmania. A doença abrange um grande espectro de manifestações clínicas que podem variar desde infecções assintomáticas, passando pela forma clássica da doença caracterizada por hepatoesplenomegalia, febre e caquexia, chegando até formas mais graves com sangramentos que podem evoluir para a morte. Alguns fatores podem alterar a gravidade das manifestações clínicas, sendo um deles a predisposição genética. Por meio da pesquisa de polimorfismos genéticos é possível avaliar quais os genes que podem estar relacionados com a susceptibilidade à infecção e com a predisposição às formas mais graves da doença. Palavras-chave. Leishmaniose visceral, polimorfismos genéticos, genes candidatos, imunogenética. doi: 10.7594/revbio.6b.05

PDF
DIVERSIDADE ANTIGÊNICA E EVASÃO IMUNE NOS PARASITOS DA MALÁRIA
Marcelo Urbano Ferreira, Bianca Cechetto Carlos e Gerhard Wunderlich

Uma das principais razões do porquê a imunidade clínica contra a malária se desenvolve somente após diversas infecções pela mesma espécie de parasito se deve à extensa diversidade dos antígenos de superfície dos plasmódios e de hemácias infectadas. Existem duas origens para tal diversidade antigênica: uma é o polimorfismo alélico, com a existência de formas alternativas e estáveis de genes que codificam antígenos, gerados através de mutações e recombinações; outra é devido à variação antigênica, mecanismo pelo qual uma linhagem clonal de parasitos expressa sucessivamente formas alternativas de um antígeno sem alterações de genótipo (Ferreira e col., 2007). Aqui, os mecanismos e origens da diversidade e variação antigênica são discutidos. Palavras-chave. Variação antigênica; malaria; diversidade antigênica; Plasmodium. doi: 10.7594/revbio.6b.06

PDF
APOPTOSE E MIMETISMO APOPTÓTICO EM LEISHMANIA: ESTRATÉGIAS PARA UMA INFECÇÃO BEM SUCEDIDA
Michelle Marini Horikawa e Maurício Scavassini Pena

A apoptose é um processo essencial nos organismos multicelulares, importante na remoção de células indesejadas e na regulação do número de células do organismo. As células em apoptose não induzem atividade inflamatória e são removidas de forma silenciosa pelos fagócitos. A apoptose também ocorre em organismos unicelulares e parece apresentar as mesmas características encontradas em metazoários. Estudos em Leishmania mostraram que este parasita é capaz de mimetizar e utilizar um dos fenômenos observados na apoptose, a exposição de fosfatidilserina (PS), como um dos mecanismos adaptativos para estabelecer a infecção em mamíferos. Apresentamos nesta revisão as estratégias associadas à apoptose utilizadas pela Leishmania que a tornam capaz de burlar a resposta imune do hospedeiro, resultando na sobrevivência e proliferação dos mesmos. Palavras-chave. Morte celular programada, apoptose, mimetismo apoptótico, Leishmania, fosfatidilserina. doi: 10.7594/revbio.6b.07

PDF
MOSQUITO TRANSGÊNICO: DO PAPER PARA A REALIDADE
Soraia de Lima Oliveira, Danilo Oliveira Carvalho e Margareth Lara Capurro

Doenças transmitidas por vetores são atualmente os maiores desafios da saúde públicano Brasil e no mundo, sendo as atuais medidas de controle ineficientes. Inovações no âmbito do controle vetorial apontam para uma nova perspectiva com a manipulação genética, já que podem interferir na transmissão da doença, seja impedindo que o patógeno complete seu ciclo no vetor, como reduzindo a população de mosquitos vetores. Apresentamos algumas diretrizes das principais ferramentas disponíveis, SIT e RIDL por exemplo. Abordamos ainda a forma como estas ferramentas funcionam, alguns riscos e benefícios. Palavras-chave. Dengue, malária, controle de vetores, Aedes aegypti, transgênicos, RIDL. doi: 10.7594/revbio.6b.08

PDF
TRYPANOSOMA CRUZI: UM PARASITA, DOIS PARASITAS OU VÁRIOS PARASITAS DA DOENÇA DE CHAGAS?
Bianca Zingales

O Trypanosoma cruzi apresenta uma elevada heterogeneidade genética e muitos marcadores moleculares podem ser utilizados para a genotipagem das cepas do parasita em diversos subgrupos. Nesta revisão exploraremos a evolução e estrutura populacional de T. cruzi, bem como as implicações na epidemiologia da doença de Chagas. Palavras-chave. Diversidade genética, evolução, epidemiologia molecular. doi: 10.7594/revbio.6b.09

PDF
ANÁLISE MORFOLÓGICA, BIOLÓGICA E MOLECULAR CONFIRMAM A INFECÇÃO DE MACACOS MANTIDOS EM CATIVEIRO POR TRYPANOSOMA (HERPETOSOMA) LEWISI NO BRASIL
Flavia Maia da Silva, Arlei Marcili, Paola Andrea Ortiz, Sabrina Epiphanio, Marta Campaner, Jeffrey Jon Shaw, Erney Plessmann de Camargo e Marta Maria Geraldes Teixeira

Neste estudo, caracterizamos tripanossomas isolados de ratos domésticos e de macacos mantidos em cativeiro, com morfologia similar a T. (H.) lewisi. Inferências filogenéticas utilizando sequências de SSU rDNA agruparam os novos isolados brasileiros com T. (H.) lewisi e as outras espécies relacionadas do subgênero Trypanosoma (Herpetosoma) em um clado homogêneo. O comportamento biológico dos isolados de macaco em cultura e em ratos infectados experimentalmente foi compatível com T. (H.) lewisi. Para esclarecer o relacionamento entre as espécies dentro do clado T. (H.) lewisi, sequências polimórficas de ITS1 rDNA foram analisadas. Os resultados confirmam que os novos isolados de ratos e macacos do Brasil são T. (H.) lewisi, espécie que até recentemente era considerada restrita a roedores, mas que já se mostrou um parasita oportunista de primatas em casos de infecções humanas na Ásia. Palavras-chave. Trypanosoma lewisi, macacos, infecção oportunista, diagnóstico molecular, relações filogenéticas. doi: 10.7594/revbio.6b.10

PDF
ANTÍGENOS VACINAIS CONTRA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA: PASSADO E PRESENTE
Henrique Krambeck Rofatto, Luciana Cezar de Cerqueira Leite, Cibele Aparecida Tararam, Alex Issamu Kanno, Bogar Omar Araujo Montoya e Leonardo Paiva Farias

A esquistossomose ainda constitui um grave problema de saúde publica em países tropicais. Apesar do tratamento quimioterápico em áreas endêmicas se demonstrar eficiente no controle da morbidade, ele não reduz a prevalência em função de constantes re-infecções. Desta maneira, a estratégia mais eficaz de longo prazo se daria combinando a quimioterapia com uma vacina. Este artigo revisa alguns aspectos referentes às recentes estratégias de identificação de novas moléculas como alvos vacinais. Historicamente, a área de desenvolvimento de vacinas contra parasitas tem experimentado mais fracassos do que sucessos, entretanto, dados recentes utilizando as informações derivadas do transcriptoma, genoma e proteoma do Schistosoma mansoni revelaram resultados encorajadores, sendo os estudos de proteoma a maior fonte de novos candidatos vacinais. Palavras-chave. Vacina, Esquistossomose, Schistosoma mansoni. doi: 10.7594/revbio.6b.11

PDF

Comentários

Interessante!

alguem poderia disponibilizar o pdf dessa recivista, como tem o das outras?

Seria possível colocar o arquivo pdf da revista com todos os artigos da mesma?

Atenciosamente,

 

Cláudio Loes

Especialista em Educação Ambiental

www.ecophysis.com.br

 

This unique blog is no doubt educating and besides informative. I have picked a lot of handy advices out of it. I’d love to return again soon. Cheers!
Esse produto é ótimo! Não fico mais sem ele. Seca na hora, não tira o brilho do esmalte e ainda é perfumado

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Tags HTML permitidas: <a> <em> <strong> <blockquote> <p> <br>

Mais informações sobre as opções de formatação