4 Biologia Molecular

Junho 2010

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Expediente

Consultores: Amanda de Moraes Narcizo, Claudia Lucia Martins da Silva, Cristiane Lopes, Daniel Carneiro Carrettiero, Daniela Peres Almenara, Eduardo Koji Tamura, Fabio Passetti, Ivan Prates, José Eduardo de Carvalho, Luiz Paulo Moura Andrioli, Marcos Gonzaga dos Santos, Mario Gustavo Mayer, Merari de Fátima Ramires Ferrari, Monique Nouailhetas Simon, Pedro Augusto Carlos Magno Fernandes e Valéria Fagundes

Editora: Lucile Maria Floeter-Winter

Coordenadores: Agustín Camacho Guerrero, Pedro Leite Ribeiro e Rodrigo Pavão

Artigos

APRESENTAÇÃO
Lucile Maria Floeter-Winter

Em seu “História do Cerco de Lisboa”, José Saramago nos conta as agruras e conflitos de um Revisor que desvirtua um acontecido histórico ao acrescentar um “não” em uma frase. De maneira muito saborosa, Saramago nos coloca em contato com os pensamentos e dúvidas do Revisor em...

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MECANISMOS DE EXPRESSÃO GÊNICA EM EUCARIOTOS
Emerson A. Castilho Martins e Paulo Roberto Maciel Filho

Com raras exceções, as células de eucariotos pluricelulares apresentam o mesmo material genético. Porém, com o decorrer das fases de desenvolvimento do organismo ou em diferentes tecidos, as exigências metabólicas são diferenciadas, e diferentes genes são ligados e desligados, expressando um conjunto distinto de proteínas. Existem vários mecanismos responsáveis por controlar a ativação e desativação de genes (controle da expressão gênica), em diferentes momentos da vida celular. Apresentamos nesta revisão alguns passos que são passíveis de controle, bem como uma breve descrição e exemplos ilustrativos de mecanismos de regulação de expressão gênica. Palavras-chave. Controle de expressão, regulação gênica, adaptação fisiológica. doi: 10.7594/revbio.04.01

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A INFLUÊNCIA TÉRMICA NA REGULAÇÃO DA EXPRESSÃO GÊNICA E SUA AÇÃO NA DINÂMICA DAS MEMBRANAS CELULARES
Cristiéle da Silva Ribeiro

A influência humana nos sistemas naturais tem aumentado continuamente, justificando a importância de se investigar os aspectos antrópicos que causam estresse em animais em seus sistemas naturais. No ambiente aquático, as ações antrópicas são muito evidentes, levando os organismos muitas vezes a ficarem expostos a efeitos subletais que provocam conseqüências imprevisíveis. Variações na temperatura alteram a estrutura das membranas celulares podendo comprometer as atividades enzimáticas associadas às membranas e os processos de transporte. Nesse sentido este texto busca levantar hipóteses sobre o possível papel da temperatura em mudanças estruturais das membranas celulares. Palavras-chave. Dessaturases, Elongases, Ácidos graxos, Regulação da expressão gênica. doi: 10.7594/revbio.04.02

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REGULAÇÃO DA EXPRESSÃO GÊNICA NA DEPRESSÃO METABÓLICA SAZONAL EM MAMÍFEROS
Lilian Cristina da Silveira

Diversos animais exibem uma acentuada redução da taxa metabólica de repouso durante o ciclo anual, associada a períodos de escassez de oxigênio, água, alimento, ou calor. Evidências sugerem que a inibição dos processos de transcrição e tradução contribui significativamente para a depressão metabólica sazonal, embora certas proteínas sejam mais expressas nessa fase. Em mamíferos hibernantes, a regulação da transcrição aparentemente envolve ajustes em diversos níveis, tais como estrutura da cromatina, atividade da RNA polimerase II, fatores de transcrição, splicing alternativo, microRNAs, além de ajustes na estabilidade do mRNA. Palavras-chave: Depressão metabólica, expressão gênica, síntese proteica. doi: 10.7594/revbio.04.03

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REGULAÇÃO GÊNICA DOS RECEPTORES DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOS DURANTE A METAMORFOSE DE ANFÍBIOS ANUROS
Vanessa Aparecida Rocha Oliveira Vieira

Anfíbios anuros apresentam adaptações morfológicas e fisiológicas para sua vida terrestre. A glândula tiróide é a principal responsável pela metamorfose e esse processo é coordenado pelo eixo hipotálamo-hipófise-tireóide. A cronometragem da metamorfose é então uma função combinada de síntese de hormônios e enzimas e todo esse processo é regulado por expressão gênica de cada componente desse eixo, desde os próprios hormônios envolvidos bem como seus receptores. Neste trabalho foi abordado como ocorre a regulação gênica dos receptores dos hormônios tiroidianos e a importância desse processo para o sucesso evolutivo do grupo. Palavras-chave. Angiogênese, microRNAs, regulação gênica. doi: 10.7594/revbio.04.04

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FATOR DE CRESCIMENTO DO ENDOTÉLIO VASCULAR (VEGF): REGULAÇÃO TRANSCRICIONAL E PÓS-TRANSCRICIONAL
Luciana Alves de Fátima, Paula de Carvalho Papa

O Fator de Crescimento do Endotélio Vascular (VEGF) desempenha importante papel regulador no desenvolvimento vascular fisiológico, sendo que tanto a diminuição nos seus níveis ou sua ausência quanto o aumento provocam danos na formação vascular sistêmica. É um fator angiogênico amplamente estudado, e em tecidos onde a angiogênese é aumentada sua expressão é consideravelmente alta. A expressão desse fator é regulada por processos transcricionais e pós-transcricionais incluindo o splicing alternativo, hipóxia, hormônios, outros fatores angiogênicos e microRNAs. Desse modo, esta revisão tem como objetivo relatar alguns dos principais mecanismos que controlam a produção do VEGF. Palavras-chave. Angiogênese, microRNAs, regulação gênica. doi: 10.7594/revbio.04.05

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REGULAÇÃO DA EXPRESSÃO GÊNICA NAS ENGRENAGENS DO RELÓGIO CIRCADIANO DE MAMÍFEROS
Erika Cecon, Danilo Eugênio de França Laurindo Flôres

A manifestação de ritmos biológicos nos mais diversos organismos é reconhecida desde a antiguidade, mas os princípios básicos responsáveis por sua geração começaram a ser desvendados somente no século passado, e continuam até os dias atuais. Nesse contexto, um grande marco foi a descoberta de uma rede de genes cujos processos de transcrição e tradução são regulados entre si e que constituem a maquinaria básica do sistema oscilatório endógeno. Esta revisão visa descrever o funcionamento desta maquinaria em mamíferos, detalhando seus atuais componentes e como isso se propaga para todo o organismo. Palavras-chave. Ritmo circadiano, regulação gênica, núcleos supraquiasmáticos, genes relógios. doi: 10.7594/revbio.04.06

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FATOR DE TRANSCRIÇÃO NUCLEAR KAPPA B NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL: DO FISIOLÓGICO AO PATOLÓGICO
Daiane Gil Franco

Descoberto inicialmente em linfócitos T, o fator de transcrição nuclear kappa B (NF-kB) tem sido descrito em todas as células de mamíferos, regulando a expressão de diversos genes, principalmente aqueles relacionados à resposta imunológica e inflamatória. No sistema nervoso central, a regulação da expressão gênica pelo NF-kB é de particular importância já que este fator pode estar envolvido tanto em condições fisiológicas (sinapse, desenvolvimento e plasticidade neural) como em condições patológicas que ocasionam em morte celular. Nesta revisão vamos descrever as duas principais vias de ativação do NF-kB e a participação deste fator em diferentes processos do sistema nervoso central. Palavras-chave: vias canônica e não-canônica, sobrevivência celular, doenças neurodegenerativas. doi: 10.7594/revbio.04.07

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LIPOPOLISSACARÍDEO (LPS): ATIVADOR E REGULADOR DA TRANSCRIÇÃO GÊNICA VIA FATOR DE TRANSCRIÇÃO NFKB
Sanseray da Silveira Cruz-Machado

O LPS é o principal componente da membrana externa de bactérias gram-negativas e conhecido como importante ativador da resposta imunológica. Seus efeitos são mediados principalmente pelo NFKB, um fator de transcrição que se mantém inativo no citoplasma e que migra para o núcleo após a interação do LPS com seus receptores, promovendo a transcrição de diversos genes relacionados à resposta inflamatória aguda. Embora a resposta frente ao LPS seja bem compreendida, pouco se sabe a respeito dos pontos de regulação dessa resposta. Nesse sentido, descreveremos como o LPS se comunica com o meio intracelular, revisaremos os principais pontos conhecidos sobre a regulação da expressão de genes induzidos pelo NFKB e a participação desse fator e dos receptores de LPS na resposta inflamatória. Palavras-chave. Regulação de expressão gênica, Lipopolissacarídeo, NFKB. doi: 10.7594/revbio.04.08

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ASPECTOS EVOLUTIVOS DO SPLICING ALTERNATIVO
Barbara Mizumo Tomotani

Os eucariotos apresentam mecanismos muito refinados para o controle de sua expressão gênica, dentre eles, o splicing alternativo. Este mecanismo, abundante entre estes organismos, possibilita a geração de diferentes proteínas a partir de um único gene. Esta revisão pretende mostrar como as características do splicing alternativo podem torná-lo uma ferramenta interessante em estudos com enfoque evolutivo, em questões envolvendo tanto o surgimento do mecanismo quanto sua atuação na diversificação dos seres vivos. Palavras-chave. Splicing alternativo, exons, EST, diversidade. doi: 10.7594/revbio.04.09

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Comentários

Olá, comecei a estudar ciencias biologicas nese ano (2012), e esta revista traz muitos assuntos interessantes que prendem mais ainda meu interesse!

 

Parabenizo os organizadores!

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