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Julho 2016

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Expediente

Editores de Sessão: Claudio Struchiner, Daniel Lahr, Davidson Sodré, Déborah Santos, Fabrício Baccaro, Fernando Gomes, Francisco Vasconcelos, José Guilherme Chauí-Berlink, Marcelo Pompêo e Renata Ferreira.

Consultores científicos: Alfredo Porfirio, Amanda Maria Picelli, Bruno Martorelli Di Genova, Bruno Ramos, Camila Domit, Carlos Eduardo Tolussi, Carmen Eusebia Palacios Jara, Cinthia Indy Tamayose, Elisa Mari Akagi Jordão, Fernanda Helena Miranda Vasconcelos, Frederico Guilherme de Souza Beghelli, Gabriela de Lima Marin, Guilherme Ogawa, Michael Hrncir, Patrícia Rodrigues, Renato Honji, Rosemberg Fernandes de Menezes, Thiago Paes de Barros De Luccia e Wellington Lobato Júnior.

Artigos

Abordagens convergentes, novidades evolutivas e a origem da carapaça das tartarugas
Gabriel de Souza Ferreira

A origem da carapaça das tartarugas tem sido há muito tempo uma incógnita para a biologia evolutiva. Historicamente, duas principais hipóteses sobre seu surgimento foram propostas: a origem composta propunha sua gênese pelo sucessivo acúmulo de osteodermos e posterior fusão destes com as costelas e arcos neurais das vértebras truncais; a origem de novo, considerava a carapaça como uma estrutura nova, derivada de intensa modificação das costelas e arcos neurais. Nesta revisão, mostrarei como recentes avanços de abordagens em biologia evolutiva do desenvolvimento bem como novos achados paleontológicos favoreceram largamente a última hipótese, preenchendo lacunas sobre a origem e suportando a carapaça como uma novidade evolutiva, ilustrando como abordagens integradoras podem fornecer visões mais detalhadas do processo evolutivo. Palavras-chave. Carapaça de tartarugas; Testudinata; Evo-Devo; Paleontologia. DOI: 10.7594/revbio.16.01.01

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Ilustração científica na Biologia: aplicação das técnicas de lápis de cor, nanquim (pontilhismo) e grafite
Vitória Sabino Rapatão e Douglas Fernando Peiró

A ilustração científica é uma técnica de cinco séculos, que enquadra naturalistas, biólogos, médicos e outros cientistas. Ao contrário de reproduções excusivamente artísticas, as ilustrações científicas preocupam-se em contar uma história, em descrever uma realidade, inserindo cortes, perspectivas variadas e anotações explicativas. Neste trabalho, pretendeu-se exemplificar três tipos de técnicas da ilustração cientifica na área das Ciências Biológicas. Para isso foram utilizados os seguintes materiais/técnicas: lápis de cor, nanquim (técnica do pontilhismo) e grafite. No total, são apresentadas seis ilustrações, duas para cada técnica, sendo de três animais e de três plantas. Hoje em dia existem pouquíssimos recursos de se retratar a natureza que se comparam a ilustração científica. Pois, por meio dela há mecanismos de se representar estruturas, detalhes e anotações, que em outros métodos não são possíveis. Palavras-chave. Ilustração; Técnicas de ilustração; Desenho científico; Animais; Plantas. DOI: 10.7594/revbio.16.01.02

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Nado forçado crônico diminui a ansiedade em camundongos
Arthur S. C. França, Fabíola P. S. Rufino, Bruno Lobão Soares e Sidarta Ribeiro

Comportamentos de ansiedade têm sido relacionados ao estresse crônico em roedores e humanos. Em ratos, o teste de natação forçada (FST) é usado como uma tarefa de indução de estresse crônico. Aqui nós testamos a validade do FST como um indutor de ansiedade em camundongos. Dividimos os animais em dois grupos, FST (exposto ao FST durante 15 dias consecutivos) e controle (manipulação durante sessões semelhantes). O teste de labirinto em cruz elevado foi realizado durante o dia 16. Surpreendentemente, FST levou a uma diminuição nos parâmetros de ansiedade, incluindo o tempo e frequência nos braços abertos. Os resultados sugerem que FST crônico não promove a ansiedade em camundongos, mas leva à sua diminuição global. Este efeito pode estar relacionado aos benefícios do exercício leve, uma vez que os camundongos mostram mais capacidade de flutuação do que os ratos. Palavras-chave. Comportamentos de ansiedade; Labirinto em Cruz elevado; Exercício leve. DOI: 10.7594/revbio.16.01.03

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Cães domésticos predadores de ninho de batuíra bicuda (Charadrius wilsonia) no nordeste brasileiro
Cristovam Guerreiro Diniz, Nara Gyzely de Morais Magalhães, Daniel Guerreiro Diniz, Patrick Douglas Corrêa Pereira, Dario Carvalho Paulo, Fabio Renato Rendeiro, David Francis Sherry e Cristovam Wanderley Picanço Diniz

Mesmo a batuíra bicuda (Charadrius wilsonia) sendo migratória, uma população residente se reproduz na costa nordeste do Brasil e seu status de conservação é descrito como em declínio pela lista vermelha da IUCN. Cães domésticos, mantidos por pescadores para fazer a guarda do material de pesca, são importantes predadores de ninhos de batuíra bicuda na Ilha do Baiacu (Costa Norte do Brasil). Pescadores locais, entretanto, têm motivação a proteger os ninhos e quando assistiram ao vídeo documentando a predação pelos seus cães agiram rapidamente para removê-los. Percebemos que providenciar evidências sobre as causas da predação dos ninhos pode ser uma estratégia eficaz para a conservação das populações de aves. Palavras-chave. Charadrius wilsonia; Cão doméstico; Predação; Batuíra bicuda. DOI: 10.7594/revbio.16.01.04

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Levantamento bibliográfico sobre lontras (Lontra longicaudis) com ênfase às populações do Rio Grande do Sul, Brasil
Márcio Tavares Costa e Ana Paula Tavares Costa

A Lontra longicaudis é um mamífero da família dos mustelídeos ameaçado de extinção no Rio Grande do Sul. Informações sobre esse animal são importantes na elaboração de futuras medidas conservacionistas. Assim, este trabalho reúne documentos relevantes por meio de uma consulta bibliográfica alusivas às lontras pesquisadas, com ênfase nas populações do estado. Os resultados elucidam parte da biologia, etologia e dispersão das lontras. Nos dados de sua dieta verificamos um hábito oportunista, além de uma possível seletividade para peixes ciclídeos. Concluímos que a espécie ocorre em todo o estado e apresenta preferência por abrigos rochosos e por áreas preservadas. Dados importantes para o amparo da espécie. Contudo, algumas questões ainda necessitam ser respondidas. Palavras-chave. Carnívoro; Mamífero; Mustelidae; Preservação; Registros. DOI: 10.7594/revbio.16.01.05

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