Fotos do post de Instituto de Biociências - IB USPDia 29 de janeiro é o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Nessa data, reconhecemos a legitimidade e o pertencimento das pessoas trans (pessoas que não se identificam com o gênero atribuído a elas ao nascer) em todos os âmbitos da sociedade, contribuindo para a normalização da ocupação desses espaços. A visibilidade trans no cotidiano passa pela presença e atuação de pessoas trans em diferentes ambientes que constroem e desejam diariamente (como os espaços educativos e profissionais) de forma absolutamente natural. A data também simboliza a luta contra o preconceito e a discriminação contra pessoas trans, a transfobia. Assim, convidamos você a contribuir para o fortalecimento da visibilidade trans no dia a dia, em uma sociedade que, por muito tempo, excluiu e problematizou as vivências trans, tratando apenas pessoas cis (ou seja, pessoas que não são trans) como “normais”. O movimento trans no Brasil já obteve algumas conquistas, como o uso do nome social no RG (o nome escolhido pela pessoa de acordo com sua identidade de gênero), o atendimento específico para pessoas trans pelo SUS, a possibilidade de alteração do sexo de nascimento nos documentos sem necessidade de laudo médico ou alteração corporal e cotas para pessoas trans em algumas instituições de ensino superior. Contudo, ainda batalha-se por diversas causas, como a conquista de cotas em mais instituições, a facilitação do acesso a cirurgias e a tratamentos hormonais e contra a própria transfobia nos ambientes cotidianos, nos quais as pessoas trans são muitas vezes discriminadas. Comissão de Inclusão e Pertencimento do IB USP Canais de apoio [1] CIP-IB USP https://cip.ib.usp.br/ [2] Sistema USP de Acolhimento https://prip.usp.br/institucional/sistema-usp-de-acolhimento-sua/ [3] IB.Acolhe https://acolhe.ib.usp.br/ [4] Redes de apoio no IB https://cip.ib.usp.br/rede-de-apoio
Fotos do post de Instituto de Biociências - IB USPMachos de muitos animais exibem estruturas exageradas como chifres, mandíbulas ou ornamentos, usadas tanto para batalhas físicas quanto para intimidar rivais e garantir acesso às fêmeas. Mas será que esses aparatos de intimidação evoluem mais rápido do que outras partes do corpo? Em um estudo recém-publicado, o aluno de graduação do IB USP Lior Karman, orientador pelo Prof. Glauco Machado e coorientador pelo Prof. Bruno Genevcius, testaram essa ideia em um grupo de opiliões da Mata Atlântica, aracnídeos aparentados às aranhas, cujos machos usam o quarto par de pernas como um sinal de ameaça durante disputas territoriais. Ao comparar 23 espécies ao longo de milhões de anos de evolução, os autores mostraram que essas pernas usadas em confrontos evoluíram até 44 vezes mais rápido do que as demais, e muito mais rápido do que as mesmas pernas nas fêmeas, que não participam dessas disputas. O resultado fornece uma forte evidência de que a competição entre machos acelera a evolução de características corporais exageradas, mesmo quando elas funcionam apenas como sinais visuais de intimidação, e não como armas físicas. O trabalho amplia nossa compreensão sobre como a seleção sexual molda a diversidade de formas na natureza e ajuda a explicar por que alguns animais parecem levar o “exagero” evolutivo ao extremo. 🔗 Link para o artigo: https://royalsocietypublishing.org/rsbl/article/22/1/20250600/479702/Do-contest-related-traits-evolve-faster-A-test-of
Fotos do post de Instituto de Biociências - IB USPA promessa da medicina de precisão e da genômica populacional, com tratamentos desenhados sob medida para a genética de cada paciente, corre o risco de falhar para a maioria da população mundial. O alerta é o tema da reportagem "Silenced genomes" (Genomas silenciados), publicada pela Nature Medicine, uma das revistas de maior impacto na área médica global. A matéria destaca que a esmagadora maioria dos dados genômicos disponíveis hoje provém de populações de ancestralidade europeia, deixando grandes parcelas da humanidade sem acesso aos avanços da saúde personalizada. Em resposta a esse cenário, a publicação aponta os holofotes para o Brasil como uma liderança na mudança desse paradigma. A geneticista Lygia da Veiga Pereira, professora do IB USP, é destaque na reportagem por liderar o projeto DNA do Brasil. A iniciativa, alinhada aos esforços do Programa Nacional Genomas Brasil, busca sequenciar o genoma de milhares de brasileiros para capturar a inédita mistura genética de nossa população. A falta de diversidade nos bancos de dados genéticos é um obstáculo crítico para a saúde pública. Ferramentas de diagnóstico e previsão de risco de doenças desenvolvidas com base apenas em DNA europeu perdem eficácia em populações miscigenadas. A importância do Projeto DNA do Brasil e do Programa Nacional Genomas Brasil reside justamente na capacidade de preencher essa lacuna, com passos decisivos para que os benefícios da ciência genômica cheguem a todos os grupos étnicos e não apenas a uma parcela restrita. A menção na Nature Medicine reforça a relevância internacional da pesquisa conduzida no IB USP. e da ciência brasileira como referência global, que oferece um modelo de como investigar a ancestralidade complexa, fruto da mistura de povos indígenas, africanos e europeus, para criar soluções de saúde mais inclusivas e equitativas. "Se não corrigirmos essa rota, a medicina do futuro vai aumentar o abismo da desigualdade. Nosso objetivo é garantir que a diversidade genética do brasileiro seja uma ferramenta de saúde, e não de exclusão", reforça a professora Lygia Pereira. 🔗https://www.nature.com/articles/s41591-025-04161-0 . . texto|arte: Nilmaris Franchi | Comunicação IB USP
Fotos do post de Instituto de Biociências - IB USPPara começar a @ecoescola_usp da melhor maneira possível, teremos o prazer de receber a Patrícia Morellato e o Maurício Bacci, diretora e vice-diretor do CBioClima! O Centro de Pesquisa da Biodiversidade e Mudanças do Clima (CBioClima) articula a experiência consolidada de diversos grupos e pesquisadores, promovendo a inovação focada em soluções sustentáveis e baseadas na ciência, e acelerando a disseminação do conhecimento para mitigar a perda de biodiversidade em um cenário de mudanças climáticas. A palestra acontecerá no dia 26/01, às 10h30, no Auditório Sérgio Vanin (Zoologia)! Convidamos toda a comunidade do IB para participar dessa conosco! No encerramento do evento, teremos uma mesa-redonda sobre Comunicação Científica. Como convidados, teremos Luiza Caires, Mila Massuda, Emílio Garcia e João Miguel. Cada um deles atua comunicando ciência e ecologia de uma forma diferente, em diferentes esferas, de podcasts, às revistas, ao contato direto com comunidades. Durante a mesa, teremos a oportunidade de discutir sobre a comunicação científica no Brasil, e poder ouvir diretamente de especialistas quais são as oportunidades e desafios atuais desta área! A mesa-redonda acontecerá no dia 30/01, às 13h30, no Auditório Sérgio Vanin (Zoologia)! Convidamos toda a comunidade do IB USP para participar dessa conosco! Comissão organizadora da 7ª EcoEscola | Departamento de Ecologia
O programa de Embaixadores de Saúde Planetária 2026, promovido pela Rede Saúde Planetária Brasil (abrigada no IEA-USP), está com inscrições abertas para seleção de estudantes de graduação e pós-graduação de todo o Brasil. O PESP 2026 permite viver uma experiência de aprendizado, mentoria com pesquisadores e construção de atividades que conectam saúde, ambiente, educação, arte, comunicação e tecnologia. Inscrições: 12/01 a 01/02/2026 🔗 https://saudeplanetaria.iea.usp.br/pt/pesp-2026/ Duração do programa: 04/03/2026 a 27/11/2026 Divulgação dos embaixadores selecionados: 20/02/2026 🔗 Mais informações: saudeplanetaria.iea.usp.br
Viu passarinho, plantinha ou cantinho bonito no IB USP? Registrou? Mostra pra gente! 👁️🗨️ Envie para comvive@ib.usp.br
Fotos do post de Instituto de Biociências - IB USPQuantos animais conseguem viver em uma área? Responder essa pergunta é vital para entender, cuidar, e gerir ecossistemas. Por um lado, a ideia é simples: se houver muitos animais em uma região, os recursos (como alimento e abrigo) eventualmente acabam. Essa é a base do modelo logístico, uma ferramenta fundamental da ecologia. Mas como levar em conta que os animais se movem, usam e compartilham diferentes partes do espaço com intensidades diferentes? Recentemente, uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Rafael Menezes (ICTP-SAIFR/IFT Unesp), recém-doutor em Ecologia pelo IB-USP, e supervisionada por Ricardo Martinez-Garcia (CASUS/HZDR/ICTP-SAIFR), apresentou uma resposta inovadora na prestigiosa revista científica Ecology Letters. O ponto-chave foi utilizar uma descrição matemática para as áreas de vida - a região onde os animais vivem, se alimentam, se reproduzem e passam a maior parte do tempo. O diferencial foi substituir a visão simplista de que animais usam todo o espaço por esse padrão mais realista. Com esse modelo, os pesquisadores foram além de mostrar que o número de animais em uma região depende muito da área de vida, e mostraram que o que determina a abundância nessas condições é a aglomeração: com quantos vizinhos cada animal está efetivamente competindo. Embora o "coeficiente de aglomeração" já seja usado para entender o crescimento florestas, este trabalho é inédito ao adaptá-lo para animais. As técnicas desenvolvidas neste trabalho também permitem entender como a sobrevivência de populações em outras condições é influenciada pelo uso do espaço. Na prática, o modelo logístico com áreas de vida é uma ferramenta que pode ser utilizada, por exemplo, para entender o efeito de rodovias que cortam áreas de preservação. O mais interessante são os próximos passos, a oportunidades para colaborar com especialistas e utilizar essa ferramenta para entender melhor a beleza complexa da nossa biodiversidade. . ARTIGO: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ele.70269 . contatos: Rafael Menezes r.menezes@ictp-saifr.org (primeiro autor do Artigo) Paulo Inácio de K. L. de Prado prado@ib.usp.br
Fotos do post de Instituto de Biociências - IB USPProjeto Temático FAPESP 'Impacto das mudanças antropogênicas na fauna: contribuições da Fisiologia da Conservação', vinculado aos Laboratórios de Comportamento e Fisiologia Evolutiva (Prof.Dr.Fernando Gomes); de Ecofisiologia e Fisiologia Evolutiva (Prof.Dr.Carlos Navas) e ao Laboratório de Metabolismo e Reprodução de Organismos Aquáticos (Profa.Dra.Renata Whitton) do IB USP. Inscrições até 31/01/2026 A vaga é para trabalho presencial no Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da USP . O(A) bolsista deverá transformar explicações científicas sobre fisiologia em uma narrativa acessível e alinhada às competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As atividades desenvolvidas serão: Revisão bibliográfica de adaptações fisiológicas em espécies de interesse; Análise das competências da BNCC e estruturas curriculares associadas para identificação do público-alvo; Desenvolvimento de estrutura narrativa integrando ficção, explicações fisiológicas e elementos visuais (se aplicável); Elaboração de manuscrito completo (versão beta); Teste piloto com grupos escolares e incorporação de feedback; Preparação da versão final para publicação e disseminação nas plataformas do projeto. . Requisitos: Doutorado completo; Habilidade comprovada ao menos em um dos eixos centrais: conhecimento científico, prática educativa, escrita narrativa ou edição; Motivação para atuar de forma interdisciplinar e aprender componentes complementares (científicos ou narrativos); Capacidade de comunicação clara e trabalho colaborativo. . Os interessados devem enviar e-mail para conservationphysiology2025@gmail.com, incluindo carta de motivação (explicando motivação, descrição do produto pensado, relação (se existe) com os componentes complementares de formação; apoio necessário, informações adicionais), carta de recomendação acadêmica, cópia do diploma do doutorado, súmula curricular modelo FAPESP ou similar. . Mais informações sobre requisitos e benefícios acesse o linktree em nossa a bio do Instragram ou a página Oportunidades FAPESP https://www.fapesp.br/oportunidades/impacto-das-mudancas-antropogenicas-na-fauna:-contribuicoes-da-fisiologia-da-conservacao/8847/