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A importância da CAPES no ensino e pesquisa no âmbito do PPG em Ciências Biológicas (Biologia Genética)

lgoibComunicado da Comissão Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Biologia Genética)

A importância da CAPES no ensino e pesquisa no âmbito do PPG em Ciências Biológicas (Biologia Genética)

"No dia 01/08/2018, o Conselho Superior da Capes, em ofício ao Ministro da Educação (ofício nº 245/2018-GAB/PR/CAPES, https://bit.ly/2n4CBj1), alertou para cortes que poderão ocorrer em bolsas e programas da instituição. No ofício, o presidente da CAPES, Abilio Afonso Baeta Neves, descreve que o teto limitando o orçamento da CAPES para 2019 poderá implicar na suspensão de todas as bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado a partir de agosto de 2019. A notícia vem em um momento em que também acompanhamos os cortes expressivos no orçamento do CNPq (http://cnpq.br/painel-de-investimentos).

Cortes na magnitude descrita teriam um impacto desastroso no ensino e pesquisa que ocorrem no âmbito de nosso programa, o Programa de Pós-graduação em Biologia (Genética), vinculado ao Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Temos hoje, 79 alunos matriculados no programa, sendo 29 de Mestrado e 50 de Doutorado. Destes, 10 alunos de Mestrado e 20 de Doutorado são bolsistas CAPES. O repasse da CAPES também cobre integralmente todas as participações de membros externos em bancas de conclusão de curso do programa.

O programa de Pós-Graduação em Biologia (Genética) é, provavelmente, um dos programas de Genética mais tradicionais do país. Nos seus primeiros anos, o programa de Pós-Graduação em Biologia (Genética) contou com orientadores que deram início à pesquisa em Genética no Brasil, como Crodowaldo Pavan, Antônio Brito da Cunha, Oswaldo Frota Pessoa, entre outros. Os primeiros egressos do programa participaram da formação de novos núcleos de pesquisa em diversas universidades do país. Ao longo de sua história, o programa também fez importantes contribuições cientificas. Por trás do histórico de sucesso do programa tivemos o suporte das agências de fomento, tendo a CAPES um papel de destaque na formação de nossos alunos altamente capacitados.

Os cortes descritos implicarão na interrupção da formação de quase 40% dos alunos do programa. O resultado disso é também a interrupção de projetos realizados por esses alunos. Como exemplos citamos a identificação de marcadores genéticos para diagnóstico de doenças genéticas; a descoberta de mecanismos genéticos subjacentes a doenças genéticas, como síndrome de Treacher Colins, autismo, fissuras orais; o desenvolvimento de diagnóstico não invasivo de prognostico clinico em transplante de órgãos; a compreensão de sistema de defesa das bactérias contra oxidantes gerados pelo sistema imune; e a investigação de mecanismos de resistência à pesticidas em pragas da pecuária e agricultura. A médio/longo prazo, esses projetos realizados por bolsistas CAPES têm o potencial de retorno à sociedade, abrindo novas perspectivas de desenvolvimento de novos antibióticos, triagem de drogas personalizadas para tratamento, redução de custos para o país em termos de reabilitação e bem-estar social de pacientes com doenças genéticas, e desenvolvimento de novas estratégias de manejo de pragas.

Já sentimos um efeito bastante preocupante dos cortes nessas pesquisas. O corte adicional representará o encerramento desses projetos e a interrupção da formação de grande parte dos recursos humanos em genética. Deixaríamos de formar os futuros cientistas e professores universitários do país. Professores que cumpririam o papel de formação de novos núcleos de pesquisa. Futuros cientistas que priorizariam os interesses de sua comunidade em sua pesquisa. Eventuais cortes terão impacto negativo duradouro, não só para nosso programa, mas também para a toda comunidade cientifica já fragilizada com os cortes acumulados. Assim, apoiamos a CAPES e o MEC em suas iniciativas para a defesa do orçamento e solicitamos a preservação do orçamento em ensino e ciência, defendendo os interesses de nosso país."

Tatiana Teixeira Torres
Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Biologia Genética)

Diogo Meyer
Coordenador Suplente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Biologia Genética)

Teaching Science with Context,Historical, Philosophical, and Sociological Approaches

tswAcaba de ser publicado o livro Teaching Science with Context: Historical, Philosophical, and Sociological Approaches, editado por Maria Elice de Brzezinski Prestes e Cibelle Celestino Silva (Springer, 2018).

"This book offers a comprehensive overview of research at interface between History, Philosophy and Sociology of Science (HPSS) and Science Teaching in Ibero-America. It contributes to research on contextualization of science for students, teachers and researchers, and explains how to use different episodes of history of science or different themes of philosophy of science in regular science classes through diverse pedagogical approaches.
The chapters in this book discuss a wide range of topics under different methodological, epistemological and didactic approaches, reflecting the richness of research developed in Spanish and Portuguese speaking countries, Latin America, Spain and Portugal. The book contains chapters about historical events, topics of philosophy and sociology of science, nature of science, applications of HPSS in the classroom, instructional materials for students and teacher training courses and curriculum."

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Biossensor usa anticorpos para detectar hormônio associado a tumores

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Biossensor usa anticorpos para detectar hormônio associado a tumores

"Um novo biossensor, que possibilita a detecção do hormônio melatonina, foi desenvolvido no Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano) do Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Em importantes doenças tais como câncer, mal de Alzheimer, depressão e diabete, entre outras, os pacientes apresentam alterações na concentração de melatonina usual. O biossensor utiliza anticorpos para detectar o hormônio, tornando mais precisa esta identificação e facilitando o diagnóstico. Sob responsabilidade da pesquisadora Laís Brazaca e supervisionado pelo professor Valtencir Zucolotto, o projeto foi iniciado há três anos, em conjunto com a professora Regina Pekelmann Markus, do Instituto de Biociências (IB) da USP."

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