Pesquisa da Professora Valéria Cassano

algas fmtPesquisa da Professora Valéria Cassano Identifica Novos Táxons de Algas Marinhas Vermelhas

As novas espécies de algas marinhas Laurenciella marilzae e Osmundea sactarum e o gênero Laurenciella foram confirmados recentemente por pesquisadores do projeto "Diversidade e relações filogenéticas de algas marinhas bentônicas: complexo Laurencia (Rhodophyta) no Atlântico tropical e subtropical", financiado pela FAPESP e coordenado pela professora Valéria Cassano, do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).

"Procuramos esclarecer as entidades taxonômicas do complexo Laurencia delimitando melhor espécies e gêneros por meio de análises moleculares", disse a professora responsável pelo projeto de auxílio regular.

O objetivo principal do projeto é contribuir para o conhecimento da diversidade e relações filogenéticas do complexo Laurencia (Rhodomelaceae, Rhodophyta) no Atlântico tropical e subtropical. Para tanto, serão utilizadas a técnica de "DNA Barcoding" e a comparação de sequências de DNA de outros marcadores moleculares, aliadas ao estudo morfológico detalhado das espécies. A maioria das espécies do complexo Laurencia apresenta grande plasticidade morfológica dificultando a taxonomia do grupo e, consequentemente, levando a mudanças nomenclaturais constantes. Estudos moleculares tem gerado propostas importantes de circunscrição genérica e específica e tem contribuído para esclarecer as afinidades filogeneticas desse complexo e o seu sistema de classificação. O presente projeto, em continuidade a um primeiro que foi apoiado pelo Ministério de Educación y Ciência (Espanha), dará andamento aos estudos da diversidade e filogenia do complexo Laurencia no Atlântico ocidental tropical e subtropical (Brasil e México) e oriental (Ilhas Canárias, Espanha) e expandirá esse estudo para outras ilhas da região Macaronésica: Ilhas dos Açores, Selvagens e Madeira (Portugal). (AU)

O complexo Laurencia é um agrupamento que reúne seis gêneros de algas vermelhas, número que pode aumentar ou se subdividir após pesquisas como essa.

O estudo envolve profissionais de instituições de pesquisa de seis países banhados pelo Oceano Atlântico: Espanha, Estados Unidos, México, Portugal e Venezuela, além do Brasil. Obteve-se, com isso, um levantamento biogeográfico com análises morfológicas e moleculares das algas do complexo Laurencia de diferentes regiões do oceano. Já gerou a publicação de dez artigos científicos e um capítulo de livro no qual foi feita a revisão de três gêneros do complexo Laurencia para as Ilhas Canárias.