DNA: O Código "de barras" da vida

barras fmtDNA: O Código "de barras" da vida

Seguindo os princípios da Sistemática Filogenética, quanto mais próximos evolutivamente são dois espécimes, mais semelhanças há entre seus genes. Quanto maior o parentesco, mais sequências em comum. Logo, é interessante pensar que, para que dois indivíduos pertençam à mesma espécie, eles devem conter determinados genes comuns àquele grupo, e a presença desses genes que o identificaria. Baseado nisso, uma iniciativa que abrange pesquisadores de todo o mundo visa padronizar a identificação de espécies utilizando o chamado DNA Barcoding – método em que uma espécie de código de barras é criado a partir de um pequeno trecho do DNA, extraído de uma região padronizada do gene.
A professora Mariana Cabral de Oliveira, do Departamento de Botânica do IB/USP e uma das pesquisadoras do projeto, comenta a tendência. “O uso de sequências de DNA na taxonomia não é novo, mas a ideia do barcoding é o sequenciamento de um mesmo trecho, pois até então cada grupo utilizava uma região diferente do genoma, o que tornava difícil fazer comparações”. A ideia é construir um banco de dados mundial de sequências gênicas, tornando a identificação de espécies mais rápida e acesível, já que este banco de dados estaria disponível na rede. O barcoding serviria não apenas para catalogação de biodiversidade mundial, mas para identificação de novas espécies, testes de qualidade de alimentos ou mesmo certificação de madeira.
Aprenda mais sobre o projeto [International Barcode of Life], e leia a matéria completa [aqui]
DNA vira ‘código de barras da vida’ em rede de pesquisa sobre espécies [aqui]