Mais tomates na colheita

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Todo fruto acumula açúcares e outros nutrientes ao longo de seu desenvolvimento. Para isso, o fruto em formação recebe fontes de carbono das folhas na forma de açúcares, principalmente sacarose, a qual é produzida durante a fotossíntese e exportada aos órgãos dreno (raízes, flores e fruto). Um dos parâmetros que afetam a produtividade de uma planta é justamente a regulação do tráfego entre os órgãos fonte e dreno (folhas e frutos).

Pesquisadores do IB, liderados pela Profª Magdalena Rossi do Departamento de Botânica do IB/USP, trabalhando com tomateiro como modelo de estudo descobriram uma proteína que atua dentro dos cloroplastos, organelas responsáveis pela fotossíntese nas folhas, a qual regula o envio de açúcares da folha ao fruto. Ao desenvolver um tomateiro transgênico com quantidade diminuída desta proteína, os pesquisadores demonstraram que houve um maior trânsito de açúcar das folhas para os frutos e por isso esta proteína foi chamada SPA (do inglês,sugar partition-affecting). Este efeito, que foi evidenciado por diversos parâmetros bioquímicos, resultou em plantas que produzem tomates maiores e em maior número. Esta pode ser uma boa alternativa para aumentar a produtividade de plantas de interesse agronômico e melhorar o desempenho das nossas colheitas. “A caracterização funcional de SPA abre portas para o desenvolvimento de novas estratégias para o aumento da produção de alimentos, um dos grandes desafios para os científicos que trabalhamos na biologia de espécies de interesse agronômico. Os próximos passos incluem testar o desempenho das plantas em maior escala e avaliar a função de SPA em outras culturas”, comenta a líder do projeto.



O trabalho já foi publicado on line na revista The Plant Journal, e você pode conferir neste [link] o texto completo do artigo na versão de manuscrito.