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Diálogos com cientistas: Walter Neves

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Descobertas espetaculares podem mudar a história da humanidade 

"Depois de cinco anos de trabalho intenso num projeto na Jordânia, o bioantropólogo Walter Neves, um dos principais especialistas do mundo em povoamento das Américas, pode dizer que conseguiu, como tanto queria, “colocar o Brasil no mapa da paleoantropologia, ou seja, na pesquisa de nossos ancestrais de milhões de anos”. Mais ainda, Neves, professor titular da Universidade de São Paulo (USP), recém-aposentado, pode agora falar em “descobertas espetaculares” feitas conjuntamente com seu colega italiano Fabio Parenti, que certamente vão mudar a história conhecida da humanidade.

“Achava-se que os nossos primeiros ancestrais tinham saído da África por volta de 2 milhões de anos. As nossas pesquisas na Jordânia retrocedem essa primeira saída em 500 mil anos, ou seja, temos evidência da presença de hominíneos na Jordânia por volta de 2,4 milhões, 2,5 milhões de anos”, ele resume. A propósito, veja essa notícia de 2013 sobre o projeto Jordânia.

Outra descoberta fundamental resultou dessa investigação nos mesmos sítios: em vez do Homo erectus, como longamente assumido, quem saiu da África para ganhar o mundo foi o Homo habilis, propõem Walter Neves e colegas.

Revelações de tamanha importância científica se mesclam ao relato sobre sua carreira excepcional e seus percursos de vida na entrevista que Walter Neves gentilmente concedeu à equipe de Ciência na rua, ou seja, Luiza Moura, 15 anos, Nara Lacerda, 14 anos, e eu, Mariluce Moura. Vale lembrar, de cara, que foi ele quem estudou rigorosamente o esqueleto do ser humano mais antigo do continente americano, a Luzia, descoberto em Lagoa Santa, Minas, entre dezenas de outros, e definiu sua idade em 11,5 mil anos.

Walter Neves começa a conversa contando que aos 8 anos já sabia que queria ser cientista e, aos 12, já sabia que queria trabalhar com evolução humana. Como isso foi possível a um garoto nascido numa família pobre em Três Pontas, uma pequena cidade do interior de Minas Gerais? Sugiro que você veja o vídeo inteiro para descobrir".

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Comportamento de peixes é bioindicador para risco ambiental

egebglhnddphbnlcComportamento de peixes é bioindicador para risco ambiental

"Pesquisa feita na USP estuda comportamento de peixes para avaliar risco ambiental e detecção de poluente aquáticos. A nova abordagem é considerada inovadora e contesta, inclusive, concentrações consideradas seguras de poluentes das Agências Ambientais, que têm a função de controlar e
monitorar regularmente os níveis de poluentes no corpo hídrico.

A tese Efeitos de poluentes aquáticos na seleção e habitat e distribuição espacial em peixes: uma abordagem complementar aos testes ecotoxilógicos tradicionais foi defendida em dezembro no Instituto de Biociências (IB), sob orientação do professor Marcelo Luiz Martins Pompêo.

Daniel Clemente também publicou dois artigos junto com o pesquisador Cristiano Araújo e outros colaboradores no periódico internacional Chemosphere, sendo um deles: "Habitat fragmentation caused by contaminants: atrazine as a chemical barrier isolating fish populations"

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Desmatamento pode afetar bactérias benéficas na pele dos sapos

cnlcpijjgnepjelcDesmatamento pode afetar bactérias benéficas na pele dos sapos

Já faz algum tempo que as bactérias, como grupo de seres vivos, deixaram de ser vistas exclusivamente como vilãs à saúde. E isso não é válido apenas para as que povoam o organismo humano. De acordo com a bióloga Ananda Brito de Assis, algumas bactérias da pele podem ajudar a proteger os anfíbios, atuando como uma primeira barreira de proteção contra microrganismos causadores de doenças – além de terem um grande potencial biotecnológico, já que ainda foram pouco estudadas.
Ananda é autora de pesquisa realizada no Instituto de Biociências (IB) da USP que atestou que a diversidade de micróbios da pele de espécies de sapos na Mata Atlântica do Brasil pode variar bastante de acordo com o hábitat. Mais do que isso, tal diversidade pode ser afetada pela qualidade do hábitat. Para chegar a essa conclusão, a bióloga comparou comunidades microbianas hospedadas por anfíbios habitantes de áreas fragmentadas e áreas preservadas de floresta atlântica."

Leia a íntegra da reportagem veiculada pelo Jornal da USP.