Instituto de Biociências - Universidade de São Paulo
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Construção do Edifício Zoologia


O contrato de construção do Edifício Zoologia foi assinado em 05 de dezembro de 1951, com a Comissão da Cidade Universitária e os engenheiros José Antonio Salgado e José Carlos Figueiredo Ferraz. No referido contrato, o edifício, com aproximadamente 2.245 m2 de área em planta, composto de dois pavimentos principais com um pequeno subsolo, era denominado Pavilhão de Zoologia do grupamento da Biologia.

Fragmento do contrato:
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Os professores catedráticos de Zoologia, Dr. Ernesto Marcus e de Fisiologia, Dr. Paulo Sawaya, participaram ativamente da construção, enviando sugestões de modificações, conforme pudemos observar na documentação pesquisada.
Em documento de 05.11.1954, o Prof. Paulo Sawaya, então Diretor da FFCL, sugere ao Magnífico Reitor, Prof. Dr. José de Mello Moraes, várias modificações nas salas destinadas à Biblioteca.

Em ofício datado de 24.01.1955, os referidos professores solicitam que a instalação elétrica, em toda a área que será ocupada pelos laboratórios, seja completada com urgência visto que as aulas teriam início em março daquele ano.

Em janeiro de 1955, contrariando opiniões que julgavam a medida prematura, a Biblioteca de Zoologia e Fisiologia foi transferida das suas instalações na Alameda Glete, para o ainda mal terminado prédio do campus da Cidade Universitária, no Butantã. A seguir vieram o Departamento de Zoologia que foi alojado no térreo e o Departamento de Fisiologia que ficou com o 1º e 2º pavimentos da ala direita do prédio. A parte central e ala esquerda estavam ainda em construção.

O material de construção era guardado no local projetado para ser o saguão principal do prédio. A entrada para o prédio era feita pela porta lateral direita, posteriormente desativada.

A história inicial da ocupação do campus da USP pelas Cadeiras da História Natural ainda é lembrada por alunos e docentes que testemunharam a mudança. As dificuldades iniciais eram calcadas no fato de ser o campus da USP, da época, local ermo e sem qualquer infra-estrutura, dificultando a locomoção dos integrantes dos dois departamentos. O acesso ao Campus era feito pelo Instituto Butantã ou pela entrada do mercadinho. A ausência de restaurantes, dificuldades de transporte e as instalações incompletas do prédio semi acabado levavam quase sempre à improvisação.

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