Instituto de Biociências - Universidade de São Paulo
Construção do Campus
Construção do Edifício

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Construção do campus da Cidade Universitária

Muitas das escolas componentes da Universidade de São Paulo, recém criada, estavam mal instaladas em prédios adaptados localizados em pleno centro urbano. A partir de 1935 começaram os planos para a construção do campus da Cidade Universitária, que visava, principalmente, a centralização dos componentes da instituição em um único campus.

Para a construção do campus da USP foram consideradas as características de campus de universidades estrangeiras, européias e americanas.

Os planos e obras para construção da Cidade Universitária desenvolveram-se em quatro fases compreendendo os anos de 1935 a 1954.

1935 – 1937 – Primeira fase

Em junho de 1935 foi constituída a primeira Comissão encarregada de estudar o problema da localização da cidade universitária denominada Comissão da Cidade Universitária. Os acontecimentos políticos da época (golpe de Estado de 1937) retardaram os projetos para construção do campus.

A segunda fase compreende os anos de 1941 - 1947

Após elaboração de inúmeros estudos, em 16 de dezembro de 1941, o Interventor Fernando Costa assinou o Decreto 12.401 reservando, na antiga Fazenda Butantã, uma área de propriedade do estado, por trás dos Edifícios do Instituto Butantã.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas, instalado precariamente na velha sede da Escola Politécnica, conseguindo verba própria, resolveu se transferir para os terrenos da Cidade Universitária. As obras foram iniciadas em 15 de fevereiro de 1944, data do cinqüentenário da Escola Politécnica, assim, o IPT foi pioneiro no “campus” do Butantã.

A Portaria nº 43 de 14 de abril de 1947 criou a segunda Comissão que era denominada Comissão de Estudos da Cidade Universitária e que funcionou até 28 de setembro de 1948, quando a Resolução nº 222 criou a “Comissão da Cidade Universitária”.

1948 – 1950 – Terceira fase

Em 14.11.1949, a Câmara dos Deputados aprovou emenda concedendo verba para obras na Cidade Universitária, entre elas, parte do edifício principal do Grupo Biológico, compreendendo Cadeiras das Faculdades de Filosofia, de Farmácia e Odontologia e de Medicina Veterinária. O anteprojeto e plantas dos Edifícios Zoologia e Botânica foram aprovados na reunião de 26.5.1950.

Era do conhecimento de toda Universidade que a Secção de História Natural da FFCL funcionava em péssimas condições de instalação, sem espaço para o ensino e as pesquisas, assim, o projeto de construção do Edifício Zoologia foi considerado um dos casos mais urgentes no plano geral de construção da Cidade Universitária.

No campus do Butantã existia um bom trecho de mata virgem e ficou evidente que ali deveria ser construído o conjunto da História Natural, o Edifício da Zoologia e o da Botânica.

Na ocasião, os Professores Paulo de Toledo Artigas – FFO, Roberto Wasicky – FFO, Wilson Hohene - FFO, André Dreyfus - FFCL, Mário Guimarães Ferri, em nome do Dr. F. K. Rawitscher - FFCL, Pedro de Carvalho Lima - FFO, Dr. Gabriel de Carvalho - FMV, Dr. Paulo Sawaya - FFCL, Ernest Marcus - FFCL, Alberto Santiago - FFO, Zeferino Vaz - FMV, Décio de Melo Malheiro - FMV, Paulo M. Lacerda Junior - FMV, manifestaram-se favoráveis ao plano geral do projeto do Grupo Biológico.

1951 – 1954 – Quarta fase

O ano de 1951 foi decisivo para concretização do plano da Cidade Universitária. Dentre as solenidades realizadas em 1952, consta o lançamento da pedra angular do grupamento Zoologia, onde se instalarão Cátedras das Faculdades de Filosofia, Farmácia e Odontologia e Medicina Veterinária.

A Universidade completava 20 anos, em 1954, quando o campus da USP tornou-se realidade, coincidindo com as cerimônias comemorativas do 4º centenário da fundação da Cidade de São Paulo.

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