Impactos Ambientais

Durante o período inicial de ocupação do território brasileiro, ocorreu a ocupação da faixa litorânea e, posteriormente, as serras costeiras foram vencidas para que fossem alcançados os planaltos interiores. A ocupação do litoral ocorreu através do estabelecimento de pequenos núcleos de povoamento que iniciaram um processo de transformação de áreas naturais, principalmente, a restinga, em áreas urbanizadas. A produção da cana que se expandia pelo Planalto Paulista, no séc. XVIII, era exportada para Portugal via Porto de Santos, chamado na época de "porto do açúcar". Os ciclos econômicos posteriores e o desenvolvimento industrial, associado ‘a implantação de acessos ferroviários e rodoviários transformaram, o Porto de Santos em dos mais movimentados do país, tanto para as exportações quanto para as importações(Mantovani, 2000).

Recentemente, a urbanização ocorreu para fins de lazer, com o estabelecimento de moradias temporárias, condomínios de elevado padrão ou prédios, em geral ocupando também áreas de restinga. As mais importantes conseqüências dessa ocupação referem-se à eliminação da vegetação natural, ao estímulo dos processos erosivos, às mudanças nas características de drenagem por cortes e aterros (que exigem material de empréstimo, obtido a partir da escavação de morros situados na planície litorânea), à geração de lixo, à geração de esgoto doméstico (em geral sem o tratamento adequado e problemas de drenagens pelo afloramento do lençol freático nas áreas planas do litoral), além do aumento na procura por recursos naturais.

O estabelecimento de muitas linhas de transmissão, para o fornecimento de energia elétrica, acarretam o estabelecimento de extensos corredores desmatados na planície. O transporte entre as cidades litorâneas é feito por estradas, que alteraram a vegetação natural e geram barreiras para o fluxo de animais terrestres, além de morte por atropelamento.