Predação

 

 

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Caramujo "Taís", um dos predadores do costão

Foto: Fabiana Carvalhal

 

A  predação pode amenizar a dominância que a competição poderia originar, afetando fortemente a composição específica de um local. Em muitos casos, a predação previne a monopolização de um habitat por uma espécie competidora potencialmente mais apta. Estas espécies predadoras, que mantém a abundância das espécies predadas são ditas espécies-chave.

Podem ser consideradas formas de predação, tanto a herbivoria quando a carnivoria, ou seja, a ingestão de vegetais ou de animais, respectivamente. Os predadores podem ser classificados em diversos “tipos”, pois existem aqueles que consomem apenas parte da presa e os que consomem a presa inteira. Existem ainda algumas “estratégias” de predação, como a preparação de armadilhas ou a busca mais ou menos intensa pela presa.

Da mesma forma que os predadores desenvolveram evolutivamente atitudes comportamentais e estruturas destinadas à predação, presas também desenvolveram mecanismos para evitar a predação. Os organismos que possuem capacidade de locomoção (errantes ou vágeis), procuram permanecer em locais de difícil acesso aos predadores, como locas, tubos e frondes de algas,  Outra estratégia, mas esta metabólica, é apresentar um rápido crescimento (refúgio de tamanho). Já os organismos sésseis desenvolveram outras formas de evitar a predação como viver em locais de maior estresse nas partes superiores do costão (onde apenas alguns organismos alcançam), tornar-se críptico (camuflagem), formar grandes comunidades (aglomeramento) ou produzir substâncias que os tornem inadequados à injestão.  

A predação é o principal evento que envolve não só os organismos habitantes do costão, mas também aqueles que “visitam” este ambiente, esporádica ou frequentemente, na maioria das vezes para se alimentar.