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Como surgiu a idéia ---------------------------------------------------------------------------------------------------------
Durante muitos anos o Instituto de Biociências possuiu uma estrutura para a coleta seletiva de lixo mas que após algum tempo começou a não ser mais utilizada para este fim, e sim apenas para o descarte de lixo comum. Dessa forma, de uns três ou quatro anos anos para cá, observávamos lixeiras coloridas específicas para cada tipo de material, mas com o lixo aleatoriamente depositado nelas.
Para muitos alunos era uma vergonha ver toda aquela quantidade de lixo sendo enviada para aterros sanitários diariamente pelos caminhões da prefeitura, principalmente por ser uma faculdade de biologia, a qual deveria servir de exemplo para as pessoas e também para outras faculdades.
A idéia do projeto surgiu após uma entrevista de estágio na Associação Atlética do Banco do Brasil com a atual coordenadora do projeto, Mayra, no qual o estagiário iria cuidar de toda a coleta seletiva de lixo na AABB. O entrevistador ficou impressionado quando soube que na faculdade de biologia da USP não havia separação de lixo, e isso, para a coordenadora, era uma prova de que a situação não era apenas absurda para quem estava lá dentro, mas para qualquer pessoas que a visse por fora. A partir deste dia começaram a surgir as idéias que deram origem a um projeto de coleta seletiva de lixo para o Instituto, realizado pelos três atuais coordenadores do programa: Tatiana, Fernando e Mayra.
---------------------------------------------------------------------------------------- Como foi elaborado o projeto

O projeto de coleta seletiva de lixo no IB foi elaborado durante os meses de Fevereiro a Maio de 2003. Neste período, diversas etapas de observação e análise foram feitas para estabelecer o modelo do programa a ser implantado:

  • Análise de toda a estrutura interna e externa aos prédios do Instituto relacionadas ao lixo;
  • Caracterização pontual e total do lixo com análises quantitativa e qualitativa do mesmo;
  • Levantamento da opinião dos alunos do IB sobre a estrutura já implantada;
  • Pesquisa de bibliografias e programas instalados em escolas, parques e faculdades;
  • Pedido de cotação de lixeiras e contentores de lixo em diversas empresas especializadas na cidade de São Paulo.
Análise da estrutura interna e externa --------------------------------------------------------------------------
Área externa
O instituto possuia lixeiras para a coleta seletiva de lixo na área externa mas essas estavam sendo utilizadas para lixo comum. Analisando cada lixeira notamos que não havia cobertura que evitasse a entrada de água de chuva dentro dos sacos de lixo, fazendo com que aumentasse o peso desses e dificultasse o trabalho dos funcionários responsáveis pelo recolhimento. Além disso, durante o transporte os sacos sujavam todo o percurso por estarem furados e terem grande quntidade de água dentro dos mesmos.
Outro ponto negativo observado foi a distribuição das lixeiras na área externa pois os conjuntos instalados em cada ponto não estavam completos, assim, se um usuário fosse depositar uma garrafa plástica em um dos conjuntos, não havia a lixeira para plástico, que se encontrava apenas em um outro conjunto distante. Imaginamos que por não terem opção, muitos usuários não descartavam o seu resíduo corretamente nas lixeiras.


Área interna
Dentro dos prédios tinham sido instaladas há pouco tempo lixeiras para a coleta seletiva de lixo que encontravam-se em ótimo funcionamento: os usuários estavam depositando os resíduos corretamente e o transporte estava sendo feito pelo caminhão do IB, sendo que o papel era enviado ao USP Recicla na prefeitura do Campus e os plásticos e vidros à Usina de Triagem da Prefeitura de São Paulo na Vila Leopoldina. Apenas o metal não possuia lixeira própria.
Após essa análise os coordenadores decidiram trabalhar primeiro na área externa do Instituto e após instalado o programa, analisar se seria realmente necessária a aquisição de lixeiras para metal dentro dos prédios. Portanto o processo de coleta e destino dos resíduos da área interna continua hoje como estava durante a elaboração do projeto.


Lixeiras antigas

 


Lixeiras internas

----------------------------------------------------------------------------------------------------- Caracterização do lixo

O levantamento do lixo do Instituto foi feito da seguinte forma:

  • Numa segunda-feira todas as lixeiras foram esvaziadas na parte da manhã, antes que os usuários começassem o descarte de lixo;
  • Após três dias foi feita a contagem em cada conjunto de lixeiras para estimar a quantidade de cada material descartada em cada lugar, assim teríamos os valores pontuais, e gerais com a soma de todos os conjuntos.
  • Como os valores pontuais eram muito baixos, decidimos fazer uma nova contagem mas num intervalo maior, deixando as lixeiras por cinco dias após esvaziá-las.
  • Os valores pontuais indicaram quais conjuntos do Instituto eram mais utilizados, e os valores gerais indicaram quais os resíduos mais descartados pelos usuários.
A opinião dos alunos -------------------------------------------------------------------------------------------------------
Os pontos mais comuns levantados pelos alunos foram:
  • As lixeiras eram abertas e portanto, sempre que chovia muito, virava um "sopão" dentro dos sacos plásticos;
  • A maior parte dos conjuntos estavam incompletos e portanto os alunos acabavam descartando os resíduos em lixeiras que não eram próprias para aquele tipo de material;
  • Muitas lixeiras enchiam muito rápido e portanto ficavam sem espaço para o descarte dos materiais;
  • As lixeiras não possuiam explicação do que poderia ser descartado, gerando muitas vezes confusão em relação a alguns tipos de materiais. Muitos usuários não tinham informação sobre os materiais que poderiam ser reciclados e portanto acabavam jogando na lixeira "outros".
---------------------------------------------------------------------------------------------------------- Fontes consultadas
Referências bibliográficas
  • CEMPRE. Cooperativas e Sucateiros. Disponível em: http://www.cempre.org.br . Acesso em: 14 abril 2003.

  • DUARTE, A.;SALLUM, E. Toneladas de Problemas. Veja São Paulo, 3 abr. 2003. Cidades, p. 13-20.

  • OLIVEIRA, R. N. Lixo: problema com solução. 2002. Disponível em: http://www.ecoviagem.com.br/ecoartigos. Acesso em: 14 abril 2003.

  • FIGUEIREDO, P. J. M. A sociedade do lixo: os resíduos, a questão energética e a crise ambiental. 2a ed. São Paulo: Editora Unimep, 1995. 240pp.
Cotação das lixeiras ----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Mesmo que fosse decidido não trocar as lixeiras por novas, os coordenadores teriam que ter uma idéia do valor que seria gasto em lixeiras, caso houvesse necessidade, para finalizar o projeto. Além disso, não havia um local específico para o armazenamento dos resíduos, os chamados contentores de lixo, e esses deveriam ser cotados também pelas empresas.
As empresas que forneceram orçamento para o Instituto foram:

  • Só lixeiras - www.solixeiras.com.br
  • Take Plastic - www.takelixeiras.com.br
---------------------------------------------------------------------------------------------------- O modelo do programa




Após a análise das lixeiras já instaladas, junto com a opinião dos alunos, foi decidido que seria realmente necessário fazer uma nova aquisição de lixeiras. Os motivos que levaram a essa decisão foram os seguintes:
  • As lixeiras deveriam ser fechadas para impedir a entrada de água;
  • Seria muito difícil fazer com que os usuários das lixeiras mudassem de hábito sem que houvesse uma mudança de estrutura pois estes já, há muitos anos, descartavam resíduos aleatoriamente nas lixeiras específicas para coleta seletiva de lixo;
  • A credibilidade dos usuários já estava muito baixa em relação à coleta seletiva de lixo no Instituto já que aquela que existia, não funcionava, e dessa forma, se uma nova estrutura fosse montada, seria muito mais fácil de recuperar essa credibilidade de todos os que frequentam o IB.


A partir dos dados pela contagem pontual do lixo foi possível determinar os locais críticos de maior descarte de resíduos, definindo assim os locais onde seriam instalados os novos conjuntos de lixeiras.
Com a contagem total do lixo foi possível definir qual o tamanho que as lixeiras e os contentores deveriam ter para suportar o volume descartado diariamente. Assim, na lanchonete as lixeiras teriam um volume de 100 litros cada, enquanto que o restante teria um volume de 50 litros cada. Como a quantidade de resíduos próximo ao restaurante é muito grande, seriam instalados dois conjuntos de lixeiras de 100 litros neste local.
Com a opinião dos alunos foi decidido que as lixeiras novas teriam placas explicando o que deveria ser descartado em cada uma para facilitar a separação por parte dos usuários na hora do descarte.
As lixeiras a serem instaladas teriam as cores definidas pelo CONAMA, sendo que haveriam cinco lixeiras em cada conjunto para plástico,papel, vidro, metal e não-recicláveis (ou lixo comum). Foi decidido que não haveria a lixeira para material orgânico enquanto não houvesse uma composteira no IB, o que seria um outro passo a ser dado, futuramente.
O transporte e o destino dos materiais seriam os mesmos que para a coleta seletiva de lixo da área interna, isto é, o caminhão do Instituto seria responsável pelo transporte do papel para o USP Recicla na prefeitura do Campus, enquanto que o vidro, o metal e o plástico seriam destinados à Usina de triagem da Prefeitura de São Paulo, na Vila Leopoldina.
Após finalizado, o projeto foi aprovado pela diretoria do Instituto, e em menos de um mês a nova estrutura já estava montada, sendo inaugurada na Semana do Meio Ambiente, no dia 02/06/2003, junto a atividades de educação ambiental para reforçar a idéia do programa.


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