Serra do Cipó, Minas Gerais: paisagem e vegetação

 

Localização

A Serra do Cipó, região Sul da Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais, situa-se a cerca de 100 km a norte de Belo Horizonte. Está localizada entre os limites 19o12'30"-19o30'35" S e 43o20'25"-23o40'00" W, delimitada pelo Rio Cipó e seus afluentes do leste (Gontijo 1993, IBGE 1972). Abrange parte dos municípios de Congonhas do Norte e Santana do Pirapama ao norte, Conceição do Mato Dentro, Jaboticatubas e Santana do Riacho ao centro-sul, Morro do Pilar, Itambé do Mato Dentro e Morro do Pilar a leste, e Nova União e Taquaraçu de Minas ao sul (outros mapas na aba Projeto").

Mapa3

 

Mapa4

É formada por diversas elevações que recebem topônimos locais, como Serra Talhada, Morro do Breu, Lapinha da Serra, Serra do Salitreiro, Alto do Palácio, Serra da Farofa, Serra da Bandeirinha, Travessão, Serra da Mutuca, Serra da Lagoa Dourada e Morro da Pedreira (ou Morro do Calcário).

 

Relevo

Serra do Cipó PAULO SANO 2007 copyO relevo na Serra do Cipó constitui um dos tetos geomorfológicos do Brasil, alcançando uma das mais elevadas superfícies da Cadeia do Espinhaço, podendo atingir quase 1700 m de altitude (Giulietti et al. 1987, Gontijo 1993). Também conhecida como Serra Geral (King 1956), a Cadeia do Espinhaço constitui um conjunto orográfico que se estende por cerca de 1100 km entre os limites 20°35’ e 11°11’S, com altitudes médias entre 800 e 1800 m (Magalhães 1954). Limitada ao sul pela Serra de Ouro Branco, em Minas Gerais, e ao norte por serras na região de Juazeiro, esse setor do Escudo Cristalino Brasileiro constitui o divisor de águas entre os rios tributários do São Francisco e os que se dirigem para o Atlântico (Derby 1906, Moreira & Camelier 1977, Renger 1979, Abreu 1984). Os imensos afloramentos rochosos do Espinhaço são muito antigos, com blocos estruturais datando do Pré-cambriano (segundo Abreu 1984), resistentes aos processos de erosão diferencial, pois foram modelados geralmente em rochas silicosas, notadamente os quartzitos e arenitos (Moreira & Camelier 1977). Como consequência, predominam na Serra do Cipó solos arenosos e rasos, classificados como Neossolos litólicos (EMBRAPA 1999).

 

Clima

O clima na região é do tipo Cwb de Köppen, denominado mesotérmico brando e semi-úmido, com temperaturas médias em torno de 18oC–20oC no verão e temperaturas médias abaixo de 15oC no inverno (Nimer 1977). Ocorre uma estação de baixa pluviosidade entre maio e setembro, mas as temperaturas amenas decorrentes da altitude propiciam a formação regular de forte neblina durante todo o inverno. Os contrafortes da serra voltados para o leste recebem maior pluviosidade, abrigando florestas mais úmidas, semideciduais (Ribeiro et al. 2009, Santos et al. 2011, 2012); já a face leste é muito mais seca, tendo a paisagem dominada por campos rupestres, cerrados e até matas estacionais deciduais (Meguro et al. 2007).

 

Vegetação

A vegetação na área é composta por um conjunto de comunidades que refletem as variadas condições climáticas e topográficas, predominando os campos rupestres.  De forma ampla, os campos rupestres encontram-se acima dos 900 ou 1000 m de altitude e nas encostas íngremes ou suavemente onduladas ocorrem capões de mata montana. Além destes, de acordo com o tipo de solo e drenagem, também podem ser encontrados na Serra do Cipó outras fitofisionomias, como campo limpo, campo brejoso, cerrado, cerradão, mata ciliar e mata de encosta (Giulietti et al. 1987, 1997, Meguro et al. 1996a, b, Zappi et al. 2014). Além disso, a vertente leste da Serra do Cipó apresenta diversos fragmentos de matas úmidas e semideciduais (Santos et al. 2011, 2012), e matas deciduais ocupam os secos afloramentos de calcário que aparecem na face oeste do Espinhaço (Meguro et al. 2007, Zappi et al. 2014).

Cipo campos rupestres Pirani 2009 copyCerrado rupestre Chapéu de Sol JRpirani 2009 copyCipo mata ciliar e capao JRPiani copy

O termo campo rupestre designa as comunidades herbáceo-arbustivas, predominantemente esclerófilas e perenifólias, sobre substrato de quartzito-arenito em serras de altitude elevada do Brasil Central (e.g. Menezes & Giulietti 1986, Giulietti et al. 1987, 1997, Conceição & Pirani, 2005, Rapini et al. 2008).  Cunhado por Magalhães (1966), a designação campo rupestre tem sido adotada pela maioria dos autores tratando da vegetação de altitude do Planalto Brasileiro, incluindo a Cadeia do Espinhaço, como Joly (1970), Ferreira & Magalhães (1977), Eiten (1983), Menezes & Giulietti (1986), Giulietti et al. (1987, 1997), Meguro et al. (1994, 1996a), Pirani et al. (1994, 2003), Harley (1995), Mello-Silva (1995), Rapini et al. (2008), Alves & Kolbek (2010), entre vários outros. Outras designações propostas incluem campos alpinos (Barreto 1949, Magalhães 1954), campos serranos (Romariz 1974, Schnell 1987), campos quartzíticos (Rizzini 1979) e ainda complexos rupestres de altitude sobre rocha quartzítica (Benites et al. 2007).

Solo arenoso cascalhento copyUma ampla revisão da variada aplicação desses termos no Brasil foi apresentada por Alves & Kolbek (2010) e por Vasconcelos (2011), os quais contribuíram sobretudo para definir melhor os conceitos de campos de altitude e de campos rupestres. Esses autores concluíram que se deve reservar o primeiro termo à vegetação das partes mais elevadas da Serra da Mantiqueira e da Serra do Mar, predominantemente sobre rochas ígneas (substrato granito-gnaisse, com exceção notável dos selenitos do Itatiaia no Rio de Janeiro), prática já consolidada entre muitos pesquisadores brasileiros e mesmo estrangeiros (e.g. Safford 1999, 2007, Safford & Martinelli 2000). A denominação de campos rupestres aplica-se mais adequadamente às vegetações abertas das partes mais elevadas das serras do Planalto Central Brasileiro, sobre rochas metamórficas (ou raramente sedimentares), predominando o substrato quartzítico, sendo as de maior extensão a Cadeia do Espinhaço (Minas Gerais e Bahia), a Serra da Canastra (sudoeste de Minas Gerais), e a Chapada dos Veadeiros, a Serra Dourada e a Serra de Pirineus (Goiás).

Campo no Alto do Palácio com Vellozia glabra Pirani 2009 copyEmbora reconhecidos como uma unidade vegetacional e florística, os campos rupestres apresentam considerável heterogeneidade de habitats, determinados por fatores edafoclimáticos, notadamente a natureza do substrato, topografia, profundidade do solo e as condições microclimáticas (Giulietti & Pirani 1988, Giulietti et al. 1997, Conceição & Pirani 2007, Vitta 1995). A maior parte da cobertura campestre na região está condicionada a Neossolos litólicos (EMBRAPA 1999). Aspectos geomorfológicos também imprimem diferenças na estrutura da vegetação campestre e em seu espectro biológico: nos topos de afloramentos quartzíticos da Chapada Diamantina (Bahia), Conceição & Pirani (2005) encontraram predomínio de espécies camefíticas de Velloziaceae tolerantes a dessecação, enquanto em áreas com solos contínuos, correspondentes aos platôs, há predomínio de hemicriptófitas.

As análises ecológicas das comunidades rupestres da Serra do Cipó e outras serras do Espinhaço têm resultado em detalhamento maior na definição de unidades fitofisionômicas ou estruturais que compõem o complexo mosaico desses ecossistemas. Com base em critérios fitossociológicos, sobretudo a dominância, Vitta (1995) evidenciou as seguintes comunidades campestres distintas sobre o mosaico edáfico nos topos da Serra do Cipó: campos arenosos, campos pedregosos, campos sujos e campos brejosos. Esse estudo demonstrou ainda o predomínio de hemicriptófitas em todas as quatro comunidades, sugerindo uma associação desse padrão com a resistência à seca e ao fogo. Também foi revelada a maior porcentagem de nanofanerófitas nos campos sujos e nos campos pedregosos.

Campo pedregoso Serra Talhada Juliana Rando Fev 2009 copy Zappi et al. (2014) estratificaram todas as fitofisionomias do setor Noroeste da Serra do Cipó: cerrado, cerradão, floresta semidecidual, floresta decidual, floresta nebular (“capão de mata”), vegetação ripária (“beira de córrego”), cerrado rupestre, campo cerrado, campo sujo, campo arenoso, campo pedregoso, campo brejoso, e a vegetação sobre os afloramentos de rocha cristalina e sobre os afloramentos de calcário. Os autores ressaltaram a predominância dos cerrados rupestres nas encostas e, acima da cota de 1000 m, dos campos.

O caráter ecotonal existente entre muitas dessas fitofisionomias na Serra do Cipó e na Cadeia do Espinhaço em geral, sobretudo entre as comunidades campestres e os cerrados, tem sido reportado por diversos autores (e.g. Giulietti & Pirani 1988, Meguro et al. 1996a, Giulietti et al. 1997, Conceição & Giulietti 2002, Conceição & Pirani 2005, 2007, Zappi et al. 2014). Na Serra do Cipó o campo rupestre apresenta ainda transição para a Mata Atlântica (Ribeiro et al. 2009), e os ecótonos entre essas duas formações foram analisados por Santos et al. (2011, 2012). A face leste dos contrafortes do Espinhaço em Minas Gerais constitui o limite do Domínio de Mata Atlântica com o Domínio de Cerrados. Essa situação fitogeográfica deve ter implicações nas histórias evolutivas de muitas linhagens de plantas da região que possuem espécies florestais, savânicas e campestres, como observado por diversos autores (e.g. Simon et al. 2009, Trovó et al. 2013, Loeuille et al. 2015). 

Os campos rupestres detêm uma flora típica, formada em parte por espécies autóctones, selecionadas pelas condições do clima e especialmente dos solos, com um elevado grau de endemismo (Joly 1970, Giulietti et al. 1987, 1997, Zappi et al. 2003, Conceição & Pirani 2005, Echternacht et al. 2011).

Entre os trabalhos pioneiros realizados na Serra do Cipó, estão os de Silveira (1908), citando aspectos geológicos, hidrográficos e vegetacionais, e de Magalhães (1954), fornecendo uma lista com 234 espécies de angiospermas.

Campo rupestre fanerofitas lenhosas copyEstudos florísticos visando à publicação da Flora da Serra do Cipó têm sido desenvolvidos desde meados dos anos 70. Estão pormenorizados no bloco “Projeto” deste sítio e uma relação completa está no bloco “Produção bibliográfica”. A flora é muito rica, com total de 3.299 espécies registradas do grupo das plantas terrestres (embriófitas avasculares e vasculares). Comparando-se com o total de espécies desse grupo conhecido em Minas Gerais (11.310 - Forzza et al. 2010), é admirável a alta proporção presente na Serra do Cipó. Na análise realizada por Echternacht et al. (2011), a Serra do Cipó emergiu como uma das seis principais áreas de endemismo da Cadeia do Espinhaço em Minas Gerais.

Uma investigação já mostrou que a riqueza em fungos na região também é imensa (Carvalho et al. 2012). Por outro lado, sobre as algas ainda existem poucos estudos na Serra do Cipó.

Campo de Actinocephalus copyEstudos morfológicos e anatômicos diversos têm sido produzidos com plantas da Serra do Cipó, contribuindo para a taxonomia e a ecofisiologia dos mesmos (e.g. Menezes 1971, Menezes et al. 1979, Scatena & Rocha 1995, Scatena et al. 2005). Um aspecto geral que imediatamente sobressai nas plantas dos campos rupestres é a abundância de certos padrões arquiteturais e morfológicos exibido pelas formas herbáceas, subarbustivas e arbustivas. As peculiaridades morfológicas que mais chamam a atenção são as formas cespitosas (ou entouceiradas), as em rosetas e as em almofadas, estas últimas constituídas por plantas profusamente ramificadas com densas folhas imbricadas adquirindo um aspecto globoso, disposto rente ao solo ou à superfície rochosa. As folhas, geralmente reduzidas e espessadas ou rígidas, podem ser revestidas por cutícula espessa ou por conspícua camada de ceras, ou cobertas de tricomas esparsos a densamente lanosos. Essas características são comumente interpretadas como vantajosas face às condições ambientais severas, uma vez que os campos rupestres estão expostos a fortes tensões como elevada radiação solar, ventos intensos e carência de água em certos períodos do dia ou durante a estação seca (Giulietti et al. 1987, 1997, Menezes & Giulietti 1986, 2000).

Estudos sobre biologia da polinização foram realizados na Serra do Cipó por diversos autores (e.g. Sazima 1977, Sazima & Sazima 1975, 1990, Fischer & Gordo 1993, Christianini et al. 2013).

Gibbs Semir 1975 campo rupestreEstudos de ecofisiologia realizados com espécies da Serra do Cipó têm trazido avanços para o entendimento das adaptações fisiológicas de plantas de ambientes extremos, como as rupícolas (e.g. Lüttge et al. 2007). Ressalte-se a elevada ocorrência de xerófitas nos afloramentos rochosos em geral, destacando-se as plantas suculentas e as tolerantes à dessecação (e.g. Porembski 2007). Existem também alguns estudos sobre germinação de sementes de espécies da Serra do Cipó (e.g. Ranieri et al. 2003).

Um estudo recente explorou as correlações entre caracteres funcionais foliares (estruturais e bioquímicos) e a reflectância espectral em comunidades da Serra do Cipó (Ball et al. 2015).

Tudo isso demonstra que a Serra do Cipó tem sido explorada como um excelente laboratório para condução de diversos tipos de pesquisa.

 

Conservação

Alto do Palácio florido Rhynchospora speciosa copyApesar de serem uma vegetação distinta dos cerrados, os campos rupestres da Serra do Cipó  estão inclusos no domínio do Cerrado e este, por apresentar grande riqueza de espécies, elevadas taxas de endemismos e crescente destruição de habitats, passou a ser considerado um dos “hot-spots” para a conservação e preservação de espécies no mundo todo (Myers et al. 2000, Conservation Internacional 2006).

Dados históricos sobre o impacto antrópico na região são encontrados em artigos como o de Guimarães (1991).

Em 25 de setembro de 1984, foi criado o Parque Nacional da Serra do Cipó, delimitado entre as coordenadas 19°13’-19°32’S e 43°27’-43°37’W, com área de 31.639,18 hectares e perímetro de 119,98 km, nos municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Taquaraçu de Minas, Nova União, Itabira, Itambé do Mato Dentro e Morro do Pilar. Em torno do Parque, estende-se a Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira, entre as coordenadas 19°03’-19°36’S e 43°22’-43°42’W, com área de 97.168 hectares e perímetro de 300 km.

A abundância nos campos rupestres de espécies microendêmicas, muitas vezes representadas apenas por pequenas populações e por isso muito suscetíveis a episódios estocásticos naturais ou provocados pelo homem, revela evidente vulnerabilidade à extinção, e leva à necessidade de proteção especial desses ambientes (Burman 1991, Rapini et al. 2008). A região da Serra do Cipó foi eleita como área de importância biológica muito alta e, portanto, área prioritária para conservação da flora de Minas Gerais, por Costa et al. (1998). Na lista de espécies ameaçadas de extinção em Minas Gerais, figuram numerosos táxons de campo rupestre, inclusive da Serra do Cipó. (Menezes & Giulietti 2000).

Detalhes do manejo e iniciativas voltadas à conservação biológica no Parque Nacional e da APA estão explanados no Plano de Manejo (Madeira et al. 2009), e em artigos científicos diversos (e.g. Madeira et al. 2008, Ribeiro et al. 2009).

Atualmente, o principal agente perturbador são as queimadas, se descontroladas ou muito frequentes e o final da estação seca. Apesar de a maior parte das espécies dos campos e cerrados serem resistentes ao fogo, o aumento da frequência das queimadas pode ter impacto negativo na vegetação.

Fogo Serra do Cipó PTSano 20 08 2007 copyIncendio Serra do Cipo EuderMartins 2007 copyIncendio EuderMartins 2007 copyIncendio EUDER MARTINS 2007 copyIncendio Euder Martisn 2007 copySerra do Cipó campo apos queimada PTSano 20 08 2007 copy

Outras ameaças importantes são também a mineração e a expansão de áreas construídas em decorrência do turismo (Martinelli et al. 2013).

Um estudo de potencial regenerativo após distúrbios nos campos da Serra do Cipó revelou que os solos das áreas dos afloramentos rochosos possuem o banco de sementes menos denso e mais pobre em espécies, mas sua proporção de espécies endêmicas e ameaçadas é maior, demonstrando a importância desses solos para a conservação da biodiversidade local (Medina & Fernandes 2007). Iniciativas de intervenções direcionadas à reabilitação do solo de áreas campestres perturbadas na Serra do Cipó, priorizando a conservação de espécies endêmicas ou ameaçadas, têm sido desenvolvidas com sucesso por pesquisadores do Departamento de Botânica do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

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