Projeto “Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais”

 

Introdução

Mapa1A vegetação montana associada às serras brasileiras sempre chamou a atenção de botânicos e naturalistas, devido à beleza cênica natural e à flora muito distinta e peculiar. As comunidades sobre o substrato de quartzito-arenito em serras de altitude elevada do Brasil Central são comumente referidas de modo genérico como "campos-rupestres" (Giulietti et al. 1987, 1997; Conceição & Pirani, 2005). Os campos rupestres são formados em parte por espécies autóctones, selecionadas pelas condições do clima e especialmente dos solos, em consequência temos um elevado grau de endemismo neste tipo de vegetação (Joly 1970, Giulietti et al. 1987, Zappi et al. 2003, Conceição & Pirani 2005, Echternacht et al. 2011).

Na Serra do Cipó, localizada na porção centro-sul de Minas Gerais, como de resto ao longo da Cadeia do Espinhaço, predominam, com sua flora típica, os campos rupestres, associados com outros tipos de vegetação, como manchas de cerrado, matas ciliares e capões de altitude (Giulietti et al. 1987, Meguro et al. 1996). Além disso, a vertente leste da Serra do Cipó apresenta diversos fragmentos de matas úmidas e semideciduais, e matas deciduais ocupam os secos afloramentos de calcário que aparecem na face oeste do Espinhaço (Meguro et al. 2007).

Mapa2Apesar de serem uma vegetação distinta dos cerrados, os campos rupestres da Serra do Cipó  estão inclusos no domínio do Cerrado e este, por apresentar grande riqueza de espécies, elevadas taxas de endemismos e crescente destruição de habitats, foi considerado pela Conservation Internacional (CI) um dos “hot-spots” para a conservação e preservação de espécies no mundo todo (Conservation Internacional 2006).

Motivado pela paisagem de alto interesse biológico e riqueza da flora, foi idealizado o Projeto Flora da Serra do Cipó, planejado e iniciado pelo Dr. Aylthon Brandão Joly em 1972, visando a publicação da flora da região. A primeira publicação de cunho geral foi feita por Giulietti et al. (1987), constituindo uma listagem preliminar que contém cerca de 1600 espécies distribuídas entre 125 famílias de fanerógamas, 10 de pteridófitas e 11 de briófitas. Atualmente coordenado pelo Prof. Dr. José Rubens Pirani, o projeto conta com a colaboração de pesquisadores, estagiários e pós-graduandos de várias instituições nacionais e internacionais. Diversos estudos florísticos, anatômicos, ecológicos, quimiotaxonômicos e faunísticos têm também sido conduzidos na região.

Em 25 de setembro de 1984, foi criado o Parque Nacional da Serra do Cipó, delimitado atualmente com área de 31.639,18 hectares e perímetro de 119,98 km, nos municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Taquaraçu de Minas, Nova União, Itabira, Itambé do Mato Dentro e Morro do Pilar. Em torno do Parque, estende-se a Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira, com área de 97.168 hectares e perímetro de 300 km.

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Objetivos do projeto da Flora

Tendo em consideração que os levantamentos florísticos e a elaboração de floras detalhadas em escala local e regional constituem boa estratégia para o aumento das coleções botânicas e para o aprimoramento do estudo da flora brasileira como um todo, o projeto “Flora da Serra do Cipó” visa à publicação das monografias das famílias de Embriófitas (Briófitas, Pteridófitas e Espermatófitas) ocorrentes na região. O tratamento taxonômico é constituído pelas descrições de famílias, gêneros e espécies, chaves analíticas para identificação dos táxons, distribuição geográfica e habitats, ilustrações e dados de floração e frutificação. O foco do projeto tem sido, desde o início, na formação de recursos humanos em taxonomia, por meio de trabalhos de graduação e sobretudo de pós-graduação.

 

Área e Métodos da Flora

 

Mapa4Na fase inicial do projeto (1972-1981), foi realizada uma série de expedições regulares a uma área ao longo da Rodovia Belo-Horizonte-Conceição do Mato Dentro, nos municípios de Santana do Riacho e Jaboticatubas, pela equipe do Dr. Aylthon B. Joly e seus discípulos da USP e Unicamp. Com o falecimento precoce do Dr. Joly em 1975, a coordenação do projeto passou ao cargo de Ana Maria Giulietti e Nanuza Luiza de Menezes, ambas do IBUSP. Muitos dos estudos de gêneros e famílias nesse período eram temas de dissertações e teses, e essa tem sido a tônica do projeto até o presente: foco na formação de pessoal em Taxonomia.

O estudo do material coletado nas expedições é complementado pela análise de acervos como dos herbários BHCB (incluindo BHMH), MBM, R, RB e UEC, pois em muitos deles há coleções de botânicos que visitaram a região anteriormente, como Henrique de Mello Barreto (BHMH), Apparicio P. Duarte, Carlos Rizzini e Graziela Barroso (RB) e outros.

A constatação de que o topônimo “Serra do Cipó” nas Cartas do Brasil (IBGE 1972) refere-se ao conjunto de elevações flanqueado ao norte pela conjunção dos Rios Paraúna e Cipó, levou à necessidade de incluir na área de trabalho para a compilação da Flora alguns setores localmente designados com outros nomes. Assim, a partir de 1982, novas áreas passaram a ser exploradas, como a Serra Mineira (flanco noroeste da Serra do Cipó, em Santana do Pirapama), e com a implantação do Parque Nacional da Serra do Cipó em 1985, gradativamente o acesso a outras localidades como a Serra da Bandeirinha, Cabeça de Boi, Cachoeira da Farofa e Capão dos Palmitos passou a ser facilitado, resultado em importante aporte de novas coletas. Muitas visitas à região da Serra Talhada (setor nordeste da Serra do Cipó, em Congonhas do Norte) têm também sido realizadas desde 1998, com importantes contribuições para o projeto florístico. A partir de 2007, as áreas ao leste da serra, mais úmidas e florestadas, situadas nos municípios de Itabira e Itambé do Mato Dentro passaram também a ser exploradas. Essa ampliação das áreas cobertas por expedições botânicas vem ajudando a aprimorar a amostragem e corrigir o viés provocado pela histórica concentração de coletas apenas na área central da serra, claramente revelado na análise da distribuição espacial dos esforços de pesquisa biológica na Serra do Cipó, realizada por Madeira et al. (2008).

Figuras variadas ao longo do texto mostram a localização da Serra do Cipó na Cadeia do Espinhaço, topografia geral, topônimos e rios, municípios em que ela se insere, e os limites do Parque Nacional e da Área de Proteção Ambiental (APA Morro da Pereira).

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A série numérica da Coleção para a Flora da Serra do Cipó (CFSC), idealizada por Joly, foi concluída em 1995, na altura do número 14.000, ficando depositada fundamentalmente no Herbário SP, com conjuntos de duplicatas no SPF e UEC; subconjuntos em números irregulares foram distribuídos a outros herbários nacionais e internacionais, mormente aqueles onde havia especialistas residentes contribuindo para a Flora. Com as coletas realizadas posteriormente sob numeração dos próprios coletores individuais, estima-se que o vulto total de coleções que tem sido utilizada para o preparo das monografias esteja em torno de 25.000.

Com a aposentadoria da Dra. Ana Maria Giulietti na USP, a partir de 1996 a coordenação geral do projeto passou a José R. Pirani, sendo Paulo T. Sano o coordenador das famílias de monocotiledôneas desde 2000.

Atualmente, como aconteceu nas três décadas anteriores, diversos alunos prosseguem realizando partes de seus trabalhos de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado na região, e nesse afã têm ampliado muito as áreas de coleta do projeto e contribuído com o aprimoramento da documentação da flora local. Os temas desses projetos individuais têm também sofrido grande diversificação, seja cobrindo aspectos ecológicos das comunidades vegetais campestres e florestais, seja voltados para a educação ambiental e conservação.

  Nanuza e alunos2007 PTSano copyGiulietti e Sano copyJoão Semir Serra do Cipó copy
 

Pioneiros no estudo da flora da Serra do Cipó: Nanuza Menezes, com alunos em aula de campo;
Ana Giulietti, com Paulo Sano; João Semir em atividade de campo
.

  Furlan 1984 copyPirani copyWanderley copyRenato Ines Cintia copy
 

Diversos colaboradores em trabalho de campo na Serra do Cipó: Antonio Furlan, José R. Pirani, Maria das Graças Wanderley, Renato Mello-Silva, Inês Cordeiro e Cíntia Kameyama.

 

Análise geral dos principais resultados obtidos até o presente

O esforço de coleta já empreendido resultou em uma boa amostragem, suficiente para a caracterização da vegetação da área e para uma lista preliminar (Giulietti et al. 1987), que serviu de base para o desenvolvimento dos estudos florísticos mais detalhados publicados desde então. É notável a relevância das novas coletas e da exploração de novos sítios, além das consultas aos herbários para a realização de monografias, pois estas muitas vezes dobraram o número de espécies em relação à listagem inicial. Como exemplos, Aquifoliaceae apresentava quatro espécies na lista de 1987, e após o tratamento taxonômico passou a nove espécies (Groppo & Pirani 2005); Scrophulariaceae s. l. apresentava 10 espécies e após o tratamento taxonômico 17 (Souza & Giulietti 2003); Apocynaceae s. str. com 15 espécies na lista inicial após o tratamento passou a 27 espécies (Kinoshita & Simões 2005); Sapindaceae com 13 espécies na lista inicial passou a 39 espécies (Silva et al. 2013). Dessa forma, fica evidente que expedições direcionadas para coletas de material botânico de grupos específicos (como é o caso de projetos de dissertações e teses) são de extrema relevância para o conhecimento minucioso da flora e fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa taxonômica, tanto na elaboração de revisões de grupos quanto de monografias de floras locais. Além disso, essa atividade incrementa e diversifica as coleções dos herbários onde são depositados os espécimes e suas duplicatas.

O número de espécies de Embriófitas registrado na Serra do Cipó está na ordem de 3.299: 238 espécies pertencem a famílias de musgos, hepáticas e antóceros, 116 a famílias de licófitas e samambaias, 2 são gimnospermas e 2.943 são angiospermas (ver Tabela e Lista de espécies no menu correspondente).

As famílias mais ricas em espécies na região são: Asteraceae (Compositae, 301 spp.), Leguminosae (254 spp.), Poaceae (Gramineae, 198 spp.), Orchidaceae (167 spp.), Melastomataceae (149 spp.), Eriocaulaceae (133 spp.) e Cyperaceae (110 spp.). 

O número de espécies endêmicas da Serra do Cipó monta a 196 de angiospermas e uma de samambaias. Cabe ressaltar que a Serra do Cipó emergiu como uma das seis principais áreas de endemismo do setor mineiro da Cadeia do Espinhaço na análise de Echternacht et al. (2011).

O projeto publicou até o momento 112 tratamentos: 98 famílias completas, e 14 grupos infra-familiares (subfamílias, tribos, gêneros) (ver relação completa anexa). Um desses trabalhos trata das briófitas (s.l.) em sua totalidade; cinco referem-se a grupos de samambaias; todos os demais são sobre angiospermas. Todos esses trabalhos foram publicados no Boletim de Botânica da USP a partir de 1987, e estão disponíveis no Portal de Revistas da USP (www.revistas.usp.br/bolbot) e no portal do JSTOR (www.jstor.org).

Além dos trabalhos já publicados, o projeto dispõe de manuscritos de famílias em fase de publicação, e de manuscritos de famílias ou grupos infrafamiliares em fase de revisão científica e/ou de editoração; cerca de dez desses trabalhos inéditos trataram de gêneros como temas de pós-graduação e permanecem aguardando a conclusão dos grupos restantes na mesma família para a publicação integral.

Numerosas espécies novas de várias famílias foram descritas com base em material da Serra do Cipó, sendo muitas delas endêmicas da área, algumas abundantes na região, outras raras.

Um fato marcante refere-se à longa trajetória de estudo até a conclusão dos tratamentos de famílias de alta riqueza específica, como Asteraceae (Compositae), Cyperaceae, Eriocaulaceae, Leguminosae, Melastomataceae, Orchidaceae e Poaceae (Gramineae), com números de espécies bem superiores a 100 na área (ver Tabela 1). Dessas, foram publicadas quatro tribos de Compositae (Barnadesieae e Mutisieae por Roque & Pirani 1996, Gnaphalieae e Inuleae por Loeuille et al. 2013), três gêneros de Eriocaulaceae (Hensold 1998, Parra 1998, Sano 1998), uma subfamília de Gramineae (Choridoideae por Longhi-Wagner 1995), e duas subfamílias de Leguminosae (“Caesalpinioideae” por Rando et al. 2013, Mimosoideae por Borges & Pirani 2013). Grupos com contingentes também consideravelmente elevados (entre 50 e 100 espécies na Serra) são Myrtaceae, Malpighiaceae, Apocynaceae s.l., Bromeliaceae, Rubiaceae, todas já publicadas, e Velloziaceae, ainda em estudo. Todos esses grupos, além de expressiva riqueza específica na região, envolvem problemas taxonômicos profundos devido aos endemismos e às dificuldades de interpretação da variabilidade morfológica e dos morfotipos locais. Por isso, foi reforçada recentemente a estratégia de envolver equipes de estudantes tratando de grupos menores dentro dessas famílias, sob a coordenação de um especialista experiente na família. Assim, a terceira subfamília de Leguminosae foi concluída recentemente (Siniscalchi et al. no prelo) e Orchidaceae encontra-se em fase de conclusão (Barros et al. em prep.). Há previsão de conclusão de mais uma subfamília de Gramineae e duas tribos de Compositae até 2016, e os táxons restantes de Eriocaulaceae, as Melastomataceae e outros grupos menores seguem com estudos em andamento. Espera-se com isso ter todas as famílias concluídas antes de 2020.  

Após mais de três décadas do início do projeto, o montante de trabalhos já publicados é inferior ao que seria desejável para a compilação global da flora, sobretudo levando-se em conta que grande parte da Serra do Cipó está inserida num Parque Nacional, cujo manejo adequado seria beneficiado com um inventário florístico completo. Porém, dois importantes aspectos têm sido considerados relevantes pela coordenação do projeto, como apresentado por Pirani et al. (2009). Primeiro, a boa qualidade dos dados obtidos e a formação regular e continuada de recursos humanos em taxonomia por meio do projeto são dignos de nota. Segundo, sendo a região rica em endemismos e morfotipos locais, sobretudo nos elementos campestres, a possibilidade de estudos mais detalhados de muitos grupos restritos às serras tem levado não só à descoberta de táxons novos e à redescoberta de outros que eram conhecidos de poucas coletas, como também a uma melhor circunscrição taxonômica decorrente da análise de material mais diversificado e completo e em certos casos até mesmo de estudos filogenéticos modernos.

Uma publicação de destaque é o guia ilustrado das plantas do setor Noroeste da Serra do Cipó (município de Santana de Pirapama), publicado por Zappi et al. (2014), que além de caraterização dos tipos vegetacionais traz imagens que facilitam o reconhecimento das espécies.

Sem dúvida, os trabalhos já disponíveis têm fornecido dados muito significativos para a elaboração da flora de Minas Gerais e brasileira como um todo. A equipe do projeto tem certeza de que os grandes esforços dispendidos contribuem assim para o aprimoramento do conhecimento da flora do país.

 

Financiamentos e colaborações

CNPq, CAPES e FAPESP têm dado apoio continuado à realização de várias das etapas desse projeto de longa duração, por meio de auxílios à pesquisa e bolsas.

WWF forneceu auxílio vultoso à pesquisa entre 1984 e 1988.

ICMBio e diretoria do Parque Nacional da Serra do Cipó fornecem as autorizações e apoio logístico para desenvolvimento de pesquisas a campo.

SIBI-USP presta apoio permanente à publicação do Boletim de Botânica da USP, veículo principal da Flora da Serra do Cipó e estudos relacionados na região do Espinhaço.

IB-USP fornece infraestrutura física laboratorial e de herbário, bem como pessoal docente e de apoio, atuando em atividades do projeto.

Outras instituições colaboram com pesquisadores, docentes e alunos desenvolvendo estudos na região, principalmente o IBt (Instituto de Botânica de São Paulo, SP), o Instituto de Biologia da Unicamp, Campinas (SP) e o Royal Botanic Gardens de Kew, Inglaterra.

 

Referências

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