O seu DNA é igual ao de outros seres vivos?

Sim! As moléculas de DNA encontradas em cada uma de suas células apresentam a mesma estrutura e funcionam da mesma forma que as moléculas de DNA das células de um chimpanzé, de uma mosca e de um grão de arroz. E não é só com o deles! Cães, gatos, porcos, araras, serpentes, minhocas, tubarões, laranjeiras, bananeiras, alfaces e até as bactérias que vivem em sua boca, enfim, todos os seres vivos possuem DNA.

Uma molécula de DNA é formada por partes menores chamadas de nucleotídeos. Esses nucleotídeos se combinam aos pares e se ordenam de inúmeras maneiras ao longo da molécula. Quanto mais pares de nucleotídeos, maior a molécula de DNA.

A espécie humana possui cerca de 3 bilhões de pares de nucleotídeos de DNA em cada uma de suas células. Por sua vez, as moscas-de-frutas possuem 140 milhões. Já o arroz, em cada uma de suas células, possui 380 milhões de pares de nucleotídeos. Será, então, que existe relação entre o tamanho dos organismos e o número de nucleotídeos de seu DNA?

Para responder, veja o número de pares de nucleotídeos por célula de diferentes espécies:

Pelos dados apresentados na tabela acima, é possível perceber que não existe relação entre o tamanho dessas espécies e o número de nucleotídeos que elas possuem em cada uma de suas células. Por exemplo, a célula de um camundongo possui mais nucleotídeos que a célula de um cachorro.

Ao compararmos quimicamente esses inúmeros nucleotídeos das diferentes espécies, encontramos apenas quatro tipos distintos: adenina, citosina, guanina e timina. Todas as espécies possuem esses mesmos nucleotídeos, mas em quantidades distintas e ordenados de modo diferenciado em cada uma das espécies.

Conhecer a sequência de nucleotídeos da espécie humana, ou seja, a ordem de adeninas, guaninas, citosinas e timinas do nosso DNA, caracterizando as informações genéticas de nossa espécie, foi o principal objetivo do Projeto Genoma Humano. Liderado pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, esse trabalho foi concluído em 2003, quando a sequência de nucleotídeos da espécie humana passou a ser conhecida.